Porções narrativas, poéticas e reflexivas. |
500 mL de lembranças |
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Domingo, Março 29, 2009 Novo lay-out
Conforme havia prometido, o novo lay-out está pronto.
A foto é de um convite de casamento que havia recebido, e achei que combinaria com o cenário deste bló.
Espero que atualize com mais frequência no decorrer deste ano.
Comentário(s): Sábado, Março 28, 2009 Novo lay-out em breve
Eu já tirei a foto que ocupará o fundo deste bló. Assim que tiver tempo, eu ligo o notebook e pego os ideogramas para colocar marca d'água e atualizar o fundo.
Se conseguir achar um tempo neste domingo, farei isso rapidamente; mas antes, tenho que corrigir as provas de meus alunos.
Aguardem. Comentário(s): Sábado, Fevereiro 28, 2009 Imprevistos
Primeiro as boas notícias:
Chegada da mãe do exterior - Ela tinha visitado minha vó, que havia caído e fraturado a bacia. Felizmente a recuperação foi rápida. Para minha alegria, parte das minhas muambas chegaram. Três perfumes de 100 mL: Guerlain pour homme, Versace pour homme, Prada Infusion d'homme.
Os três são maravilhosos, mas acredito que o Prada deva ser o arrebatador de corações femininos. Testarei nesta sexta. hehehe
Amanhã vou a um almoço em Campos do Jordão e devo usar o Guerlain.
Emagrecimento - Desde 2005 que eu nunca havia atingido os 80 quilogramas. Subi na balança e OPA!!! Mais dois quilos e eu fico gostoso. hahahaha
Exame oftalmológico - Faz um tempo que não fui ao meu oftalmologista. Consequência disso foi deixar de conversar com a assistente dele: Simone. Tanto que soube pela minha irmã que ela teve outro filho. Fico feliz por ela, e passamos alguns minutos conversando bobagens. Mero detalhe: este oftalmo acompanha minha irmã e eu desde 1989, e a Simone desde 1991.
Street Fighter IV - Collectors Edition - Meu primo achou a edição limitada deste jogo e comprou pra mim. Eu me sinto como uma criança de 10 anos. hehehe
Depois de boas notícias, uma muito ruim:
Eu não sabia o que sugerir. O ato ia contra ao que esperava dela, mas na condição de ex, por mais que goste e tenha carinho por ela, não podia desrespeitar o pedido dela. Pedi que abandonasse tal atitude, mas que mesmo assim respeitava a opção dela.
A realidade é apenas uma: ela sumiu. Não foi a pessoa que mais amei nessa vida, mas ficaria entre as três memoráveis em minha vida.
E tem algo muito estranho, como se fosse o sexto sentido, falando pra mim que ela sobreviveu. Pode ser, ou apenas minha mente que deseja tal esperança.
Bem, hora de dormir, que amanhã tem almoço em Campos do Jordão. A vida continua e a música não pode parar.
Comentário(s): Terça-feira, Fevereiro 24, 2009 In vino veritas
Foi num desses invernos passados que os colegas da academia resolveram se reunir aqui em casa: queijo e vinho.
Uma das pessoas que tava de olho faz muito tempo, mas que apenas trocamos apenas algumas palavras, tava se deliciando com os vinhos e com minhas piadas. E creio que o interesse dela começou a ficar mais notório pra muita gente também, e a conversa foi ficando cada vez mais particular, a ponto de desfocar-me do som ambiente das conversas paralelas, centrando apenas a atenção naquela mestiça do sorriso delicado.
O queijo nunca acaba, mas o vinho... ah, por mais farta que a mesa esteja, sempre faltará, faltará a garrafa que pode ser eleita como a musa da noite, ou a que manterá a alegria do recinto. E foi em busca desse frasco premiado, que desci à adega.
- Nossa, tem adega nesta casa? Eu quero conhecer.
Eu já não estava em condições de andar, muito menos de negar. E foi assim, passo a passo pela escadaria, servindo de apoio pra ela não tropeçar do salto alto, e a vista que vislumbrou os olhos daquela ilustre visitante:
- É aqui que você guarda os seus tesouros? Lugar lindo.
- E estou prestes a guardar mais um - sussurrei sorrindo marotamente.
De pronto, vi uma moça de lábios entreabertos, sorridentes; olhar distante, como se estivesse sonhando. Sonhos que correspondiam aos meus desejos, que compartilhamos através do ar cada vez mais rarefeito entre nossos rostos, e que se esvaiu durante o beijo, saboroso, embriagante, sufocante e intenso.
- Guarde-me com carinho, assim que me julgar madura, deguste-me da melhor forma possível - sorriu marotamente, virando de costas, espiando de perfil.
Além daqueles olhos misteriosos, sentia o sorriso coberto pelo seu ombro pela respiração, e pude notar pela temperatura mais baixa da adega, que haveria mais pistas para serem decifradas naquela safra recém descoberta.
Virou de frente para mim de novo e demos outro beijo, um selinho, com gosto de despedida, e ela novamente olhando pra mim de perfil, preparando pra subir a escada, e sentindo escapar de meus braços. Segurei-a pelos dedos de uma de suas mãos e me desesperei:
- Peraí, péra! Volta aqui!
- Que foi?
Foi quando acariciei o seu rosto e meus olhos telegrafaram a mensagem, que fiz questão de reafirmar:
- Eu não posso te guardar - interrompi com um beijo intenso, em que as línguas se entrelaçavam, os pudores minguavam e os corpos se eletrizavam com tamanha palpitação - Mais que madura, está do jeito que eu gosto.
Retribuiu com um sorriso e uma mordida em seu lábio inferior, que me fez descer com os beijos pelo seu pescoço e percorrendo a sua pele aveludada com a pontinha da língua, roçando os lábios e sentindo o seu corpo todo entregue ao frio da adega, ao calor da situação.
- Sentirão falta de nós - sussurrou, gemendo baixo quando delineava o seu decote com a minha língua.
- Os vinhos - sussurrou novamente, respirando fundo quando descobri um de seus seios e provei o seu sabor suave; doce; perfumado; frio; e acima de tudo, delicado.
- Não para - murmurou, deixando cair as alças do vestido na altura da cintura com um olhar de medo.
Desci com os beijos, percorrendo a barriga e sentindo ela se contorcer toda, deixando esvair as mãos de meus cabelos e soltando a sua calcinha.
Olhei para os olhos dela, e pela fisionomia, percebi o que mais desejava naquele momento: ser degustada.
Ajoelhei-me, levantei a saia, provei o aroma adocicado, levemente amadeirado. Sorvi um pouco com os lábios puxando os pelinhos ralinhos e olhava pra ela novamente, deixando a entender que já sabia do gosto q ela tinha. provoquei um pouco mais, beijando na parte interna da coxa, virilha e ao redor dos lábios:
- Safado! - dito através de uma voz manhosa, prendendo-me entre as pernas.
Beijei aqueles lábios, provando o mais intenso e inebriante dos sabores, afogando minhas vontades, mergulhando em delírios, e me embebedando naquele néctar que alimentava cada vez mais a fantasia de degustá-la completamente, acompanhando sua respiração, alternando com seus gemidos.
- Será que tem mais vinho lá embaixo? - disse alguém lá em cima, e que simultaneamente coincidiu com ela se derretendo toda, perdendo o controle e gemendo um pouco mais alto e estremecido, acompanhada de um riso.
Risos do andar superior e algumas palavras que se distanciavam foram percebidos também, seguidos do olhar fixo de uma mulher que estava determinada a botar tudo a perder:
- Vem...
Provei este tesouro da forma mais gostosa possível, e num ritmo que estava longe de ser o que ela esperava, o que eu esperava, o que os bêbados de plantão aguardavam. Cada gota desta iguaria saciando a minha sede e esgotando a minha capacidade de coordenar, raciocinar, de montar uma sentença que seja.
E foi neste ritmo alucinado, que o gosto intenso impregnou em nossas almas, potencializando o efeito de nosso desejo, eternizando o momento, e percebendo depois de muitos sorrisos bobos e concordâncias sobre a loucura feita de que se passaram horas e não minutos.
- E agora? - perguntou?
- Abrirei a porta da sacada do meu quarto, vc vai pra lá, e fica por lá. Digo q vc passou mal, vomitou, tá melhor, e q já está dormindo.
Voltei ao grupo com os vinhos, dei aquela desculpa esfarrapada, que todos fingiram ter acreditado. E logo após à explicação, muitos já se despediram e nem tomaram mais vinho. E após me despedir dos últimos, que eu acordei para a realidade: a noite havia apenas começado; Grazi aguardava voluptuosamente em meus lençóis...
Comentário(s): Terça-feira, Fevereiro 03, 2009 “El modo más eficaz de hacer inofensivos a los pobres es enseñarles a querer imitar a los ricos. Ése es el veneno con que el capitalismo ciega a…” sociedad.
Trecho extraído de Carlos Ruiz Zafón - La sombra del viento. Acrescentei a palavra sociedade após as reticências, pois no livro, o interlocutor da seguinte frase é interrompido por outro personagem durante o discurso. Comentário(s): Domingo, Fevereiro 01, 2009 Partindo do zero
Duas semanas atrás aconteceu um fato inusitado. Em plena crise econômica mundial, eu dei aviso prévio. Todos os meus amigos acharam loucura, e a dona da empresa entendeu menos ainda. Até perguntou se eu tinha certeza do que estava dizendo.
Respondi reafirmando, sabia da crise mundial, mas os serviços que realizo valem muito mais do que o valor pago, e me sacrificarei pra correr atrás de um valor justo de salário, me demitindo e correndo atrás do que eu acredito.
A resposta veio a galope:
- A minha empresa não segura ninguém, se quiser ir, pode ir. O valor que pedes é um absurdo.
- Cada um sabe o quanto vale. Eu valho muito mais do que esta esmola que é paga.
Depois desta conversa, fiquei uma semana realizando bicos por fora. E na volta, fiquei surpreso por fatos ocorridos, em que envolveram tarefas que necessitavam da minha pessoa.
Simplesmente engajaram outras pessoas a realizar minhas tarefas e projetos. Resultado? Tudo iniciado, tudo inacabado, e mero tempo perdido. Realmente, ver os outros trabalhando dá a impressão que a tarefa realizada por tal pessoa é ridícula. Tudo é ridículo quando se tem prática ou quando envolvem subsunsores, conhecimentos prévios.
Moral da história: A dona da empresa está furiosa com a "incompetência" de seus funcionários e da dependência direta por um profissional de meu gabarito na empresa. Soube da forma mais dolorosa do valor que tem as tarefas executadas por minha pessoa na empresa. Agora que começaram, que terminem.
E foi através deste fato que eu percebi uma atitude que sempre tive com todas as pessoas: valorização do cargo que ocupa. Desde faxineiro, porteiro, até CEO de uma empresa. Cada atividade tem suas particularidades, e ninguém pode executá-lo melhor que a pessoa treinada para tal. Deve ser por isso também que eu faço amizades facilmente. Mas aí já é outro assunto.
Comentário(s): Domingo, Janeiro 11, 2009 Foda presa
O universo da sedução sempre uniu os sexos opostos, por intenção, disponibilidade, ocasião ou carência. Pode ser uma sedução forçada ou uma entrega descarada, mas o fim (ah, esse) é sempre o mesmo para alegria de uns, e delírio de outras.
O trocadilho feito com aquele retardatário que obstrui o fluxo de trânsito é porque existem situações que impedem o fluxo de outros fluidos, e que poderiam ser classificados da seguinte forma:
Indulgência
Uma boa ação sempre deu lotes no Céu, e muita gente sempre fez de tudo para alcançar tal redenção, mesmo que tenha que angariar torturas. Repentinamente um torpedo: “Um empate 2 a 2, encara?”
Como recusar o convite de um amigo, quem está doido pra semear amor neste planeta, e ainda por cima pensou e descolou um vaso para jogar a semente para você? Ao ler, a maioria pensa: “Amigo não tem preço, caridade também.”
Para quem já jogou em ações e já investiu em algo que não rendeu o que esperava, entende bem o que falo. É uma foda presa por não render o que se imaginava render, mas deve ao menos ter rendido ao amigo.
Freira
Transar com freira é pecado, muito tentador, mas não é no sentido literal a que me refiro.
Em viagens passadas, passeando pela costa nordestina, aconteceu um evento inusitado na cidade de Maceió. Fui a um ralacoxa, onde mulher escorria pelo ladrão. Aí passa a primeira música, alguns goles, outras trocas de olhares, e lá vamos à caça. Dança com uma, outra, até que me preparo pra dar a cartada final. Antes do grand finale, um rapaz chega a mim e fala:
- Cabra, você é novo por aqui, por isso vou avisando. Esta moça é como se fosse a minha irmã, não gostaria que ela sofresse.
Jeito de cangaceiro e cheio de amigos, refugo o obstáculo e o jeito é investir em outra.
Desta vez, é o amigo dele que repete a reza. Nem tentei a terceira. Ô terra pra ter freira.
Palitinho
A grana está curta, a noite chovendo, e o sangue ferve. Deve ser algum defeito presente no cromossomo Y, pois muitos aceitam sair em busca de presa. Só que o investimento é mal feito e parece que a combinação de cromossomos XX gera um cabelo ladrão, ou vive preso, ou armado.
Logo, poucas vítimas na área, e quando são de cair o queixo, a noite tornam-nas deusas. Dá-lhe leilão para adquiri-las. Por este motivo, muitas vezes procura-se algo mais modesto, a ponto de ter de sortear no palitinho pra ver quem sai com menos prejuízo.
Alguns beijos, amassos, e muita chance de adquirir um rastreador GPS por um bom tempo:
- Atenção, este homem está sendo rastreado. Ligar para Gabriela, que está carente e doida pra namorar com ele.
Deus é sábio e criou as zonas de sombra. Como é bom GPS falhar. Hahahaha
Ímã
Sempre tive muitos amigos, muitos deles com irmãs. O mundo sempre foi generoso comigo, e me fez ter a habilidade de domar as rimas; e como se não bastasse, tinham irmãs que brigavam com freqüência com seus consanguíneos.
Em nome da justiça sexual, advogava a favor delas, ressaltando o lado sensível desprezado pelo “réu” e oferecia colo para as desgraças da vida. Nada como ser um norte para um mar de perdição. Hahahaha
Arco-íris
Nos períodos de carência, aquela amiga do coração já resolveu os piores problemas sentimentais, e deu aquela guinada que todo homem precisou em alguma etapa de sua vida. Só que em muitas vezes, o problema está justamente neste apoio.
O segredo não dura, e de alguma forma a amiga dela sabe de sua pessoa e resolve investir. Situação de risco extremo, já que não se sabe se em situações delicadas esta investidora oferecerá o apoio que fora oferecido pela outra.
Sigilo e discrição são primordiais para que seja um caso de sucesso.
Fronteira tênue
A grama do vizinho é sempre mais verde. Quem nunca roubou a grana da casa geminada a fim de ver se a sua fica igual?
O que ocorre em muitos casos é que ao provar da grama alheia, se descobre que é uma erva daninha que se espalha com voracidade e começa a apoderar de suas decisões e vontades.
No calor do momento, muitos ficam cegos e acham que é grana, e quando percebem tardiamente, o terreno já foi dominado por elas, e ficamos reféns dessas. Se tiver chance, jogue tudo fora, até a terra para evitar que tenha algum resquício.
Indulto
Este perfil é extremamente perigoso, pois vem de uma educação rígida, ou de controle a rédeas curtas. Ao primeiro sinal de liberdade, aprontam tudo que é possível e o que não se pode imaginar.
O risco de se apaixonar é grande, e a sensação de dependência maior ainda, fazendo o tempo demorar pra passar. Quer acabar com a sua vida? Invista nesse tipo. Hehehehe
Fim de feira
No desespero, quem não tem cão, não que caçar com a mão, logo, pega o que tiver disponível. O gosto é parecido, mas falta suculência, tamanho, e acima de tudo, vontade. São raros casos que o investimento vale à pena, mas não custa nada curtir; aliás, custa bem menos que o valor de mercado. hahahaha
Deve ser por causa disso que a vida é foda, nos fodemos e nos divertimos. hahahaha
Comentário(s): Quinta-feira, Janeiro 01, 2009 No fio da navalha
“... Como nos enseña Freud, la mujer desea lo contrario de lo que piensa o declara, lo cual, bien mirado, no es tan terrible porque el hombre, como nos enseña Perogrullo, obedece por el contrario al dictado de su aparato genital o digestivo.”
Trecho de La Sombra del Viento - Carlos Ruiz Zafón
“E o livro que eu mais amei nos últimos tempos foi Travessuras da menina má, do Mario Vargas Llosa, que acho que é uma história de amor incrível. Minha irmã achou a personagem uma filha-da-puta, mas eu achei que foram as condições que ela foi criada que a transformaram numa menina não-acostumada a lidar com o amor. O amor é uma coisa que, se a gente não é acostumada desde pequena..."
Trecho extraído da entrevista de Deborah Secco para a revista Maxim, edição número 4 de 2008. Se eu nunca fui muito fã dela, depois desse comentário, passei a olhar com mais carinho, pois compartilho de sua opinião.
Comentário(s): Segunda-feira, Dezembro 29, 2008 Visão além do alcance
Trecho extraído de La Sombra del Viento - Carlos Ruiz Zafón, e foto tirada da capa do filme Poltergeist, clássico do terror dos anos 70. Comentário(s): Terça-feira, Dezembro 16, 2008 Férias
Férias é a melhor hora para recarregar as baterias. Depois de um ano estressante, nada com alguns dias pra recompor.
Estas foram adiadas por um mês, mais do que esperava, mas veio na hora certa. Logo no fim de semana que pude estrear as férias, tive o prazer de poder ficar por alguns dias o possante da foto. O carro é muito bom, mas ainda acho que a tração quattro® tornaria o carro mais insano.
Um carro que por onde se passa, mundos e mundos te olham, fiquei até mais bonito dentro dele. hahahaha
Foi alguns dias pra parar e rir à toa. Por mais que o carro seja novo e que já tenham alguns rodando pelo Brasil, chama demais a atenção, a ponto de ter gente reduzindo só pra dar uma olhada. O meu roteiro de passeio foi São Paulo, Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Parati, Maresias, Riviera de São Lourenço e São Paulo. A felizarda que acompanhou essa viagem? Ah, me abstenho. hehehe
Deu pra testar o som fenomenal do carro, assim como a potência presente no motor. Bebi pouco, pois queria presenciar cada momento com este carro. Se o ano foi um lixo, estes dias compensaram o ano.
Primeira trilha até Campos do Jordão foi em trance “rebolation”. Aliás, roubei um set que o DJ Jack tocou na noite em que o BT se apresentou na Pacha. A correção de KBps a menos feito pelo sistema de som na música foi algo acima do esperado, a ponto de arrancar suspiros da “carona”.
Segunda trilha foi de cair o queixo: música clássica durante a viagem até o Rio de Janeiro. A sensação de arranjo que se tem da orquestra é algo surpreendente, fiquei tão emocionado; havia esquecido até que estava dirigindo e tive que tomar muito cuidado pra prestar mais atenção na estrada que na música.
Terceira trilha ficou por conta de música popular brasileira. Um apanhado das minhas músicas preferidas, e com paradas para o almoço no Outback, malhação dentro do Barra Shopping, e as deliciosas empanadas no Bracarense, após acompanhar o pôr-do-sol no Mirante do Leblon.
Quarta trilha foi à base de rock pesado: clássicos do rock e mais as novas músicas dos “ressuscitados” AC/DC e Metallica. O aumento dos giros do motor, a adrenalina e as batidas incessantes, remetendo ao inferno, às orgias, e à morte era um desejo realizável dentro deste carro. Ao chegar a Parati, nada melhor que um almoço leve, e o sorvete de cana-de-açúcar flambado na cachaça para descansar.
De Parati a Riviera, onde era a casa da moça, a travessia foi regada a música eletrônica dos anos 80. Yazoo, Depeche Mode, Joy Division, New Order. Nem deu tempo pra curtir e a estrada já acabou. Isso porque foi ela que dirigiu. Sabe aquele olhar de mulher apaixonada, que ganha um anel solitário do amado? Eu tenho esta foto registrada. Registrar cenas assim não tem preço.
Encontrei com o gerente da concessionária onde tinham me entregue o carro lá em Riviera, e ele estava com uma Audi TT. Combinamos a hora de voltar, e que dó que deu dele, nem deu pro cheiro. Na subida da Imigrantes, só vejo ele ligando pro meu celular. Um toque ao volante, o som atenua e ouço pelas caixas de som:
Também, subindo a serra ao som de clássicos do trance só poderia dar nisso. Deixei a musa inspiradora das férias em sua casa e levei o carro pra lavar. Hora de entregar o carro. A baba dos lavadores de carro era o suficiente pra enxaguar o carro. O que teve de lavador ao lado do carro e dentro do carro, tirando foto com o celular... tou nem aí, o carro não é meu. hahahahaha
Saindo do lava rápido, foi a última vez que apertei o botão de ignição e fiquei alguns minutos pensando em minha vida, em todo o meu descanso, nas emoções vividas e das futuras possíveis. Eu amo viver e mais do que viver, crer que Deus escreve certo por linhas tortas.
Comentário(s): Segunda-feira, Novembro 24, 2008 Sessão festas
E lá se deu o início das festas de fim de ano. Casamentos, despedidas de solteiro, formatura, encontros de ex-alunos, festa de fim de ano, tudo embolado e haja fígado pra acompanhar tudo isso.
Muita gente resolveu casar agora no fim do ano e o time dos solteiros cada vez mais desfalcado. O primeiro já foi, agora falta mais um, e aí dá-lhe maratona de fins de semana correndo aqui e acolá.
O anfitrião deste casamento é um colega de treinamento de natação, e chegamos a fazer inúmeras vezes revezamento de biathlon, em que ele corria e eu nadava. Ficávamos sempre entre os 5 melhores. Com o tempo, ele foi aprimorando a natação dele e passou a fazer a prova individual.
Rimos muito das besteiras que rolam às 6 da manhã. Fiquei na festa até às 5, quando começou a tocar axé, e eu já sem ATP algum pra torrar. hehehe
Rebobinando a fita, voltemos à igreja onde ocorreu o casamento.
Foi uma igreja que envolveu um passado ambivalente. Por um lado uma sensação nostálgica, por outro, uma sensação vaga e amarga. Coincidência do destino, volto a essa igreja 15 anos após.
Relembro das juras de casamento: "Eu, Francisco, prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te até que a morte nos separe." "Eu, Daniella, prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te até que a morte nos separe."
Até que eu reagi bem ao estar separado neste recinto. O padre não era mais o mesmo, e a igreja sofreu uma reforma gigantesca, ficando mais bela do que já era. Chovia torrencialmente; sinal dos tempos, vivi mais.
Engraçado como ainda mexe comigo, mesmo depois de ter partido. C'est la vie, bola pra frente, que sábado agora tem outro casamento! Comentário(s): Segunda-feira, Novembro 17, 2008 Sumidas e reaparecidas
Muito tempo longe das palavras. Faltou motivação pra ficar postando. hehehe
Poderia resumir a minha ausência dessa forma:
1 – Andando de moto mais do que deveria.
2 – Treinando mais do que deveria. Ao menos estou nadando impecavelmente, e melhorando meus tempos a cada semana que passa. Se eu emagreci? Quem me dera... hahahaha
3 – Trabalhando mais do que deveria. Eu preciso de férias, porque o raciocínio já não anda 100%. Precisando urgentemente recarregar as baterias.
4 – Encontrando amigos, sejam das comunidades virtuais, sejam da vida real, ou até do passado, com direito a reviver os tempos de colégio.
Realmente, queria postar mais do que deveria, mas esse corre-corre pra lá e pra cá só tem me deixado detonadaço. Mas pra tudo se tem um jeito, e creio que sempre que sobrar um tempinho entre as leituras, eu passe por aqui.
Em breve, publico as metas nem um pouco singelas de 2009. Tranquem os portões, um doido solto na rua. hehehe Comentário(s): Coração Ferido
Para meu espanto e de muita gente, optei por começar a ler este livro em vez dos previamente citados. Um livro que prometia ser muito legal, mas que com o passar do tempo, a escrita da autora deixou o livro muito aquém das expectativas.
Não que o livro seja ruim, já que o desfecho é imprevisível, mas o preciosismo em descrever a cena chega a irritar, já que muitas vezes não acrescenta nada ao enredo. Exemplificando, relata nos mínimos detalhes uma moça que toma um vinho após um dia estafante, de onde veio a taça, o vinho, o jeito que segura a taça, o porquê daquele vinho, e quanto tempo pretende passar dentro do banho.
Um livro fácil de ler, que não requereu muito da minha pessoa. O universo do detetive e da psicopata poderiam ser melhor explorados. Tanto que não sei se pretendo ler a seqüência: Sweetheart.
Partindo pra outro agora: A sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón. Um menino que é apresentado à biblioteca dos livros esquecidos e tem direito a escolher um livro para mantê-lo vivo na memória e eternizá-lo.
Comentário(s): Sexta-feira, Setembro 05, 2008 Breves comentários
Como não posto aqui faz muito tempo, algumas considerações que não podem escapar.
Logo, o que posso afirmar deste mês que entrará? O foco está principalmente no campeonato de Ribeirão Preto. Treinando firme para isso. O resto fica tudo para segundo plano. Comentário(s): Segunda-feira, Junho 30, 2008 A Favorita
O título tinha de tudo para que eu não assistisse à novela, mas o assunto me chamou atenção. Lembro que perdi a primeira semana, e comecei a acompanhar a partir da segunda. O enredo se formando aos poucos e a trama se armando, e fico surpreso com a novela.
Uma novela escrita com tramas não lineares que a cada capítulo, a impressão que se tem de uma pessoa pode mudar radicalmente pelos fatos vistos. Nessa hora que vem os tradicionais questionamentos:
1 – Um fato é o suficiente para julgar uma pessoa?
Quantas vezes somos pegos no ato em calças curtas, mesmo sem ter o propósito ou a intenção de causar tal fato?
Não tem como. Baseadas em tais hipóteses, cada um interpreta a observação feita através de seus valores. Cada pessoa carrega do meio em que vive os valores éticos e de justiça.
Muitas vezes uma palavra errada pode deturpar a imagem. Muitas pessoas já perderam um cargo numa entrevista por usar involuntariamente palavras erradas, mesmo que não tenha a intenção de demonstrar tal ato reprovável.
A novela dá sempre duas opções de caminho a se seguir, e aos poucos, vemos que pode ter sido tanto uma quanto a outra, e essa hora que nos enganamos.
Para quem anda de moto, sabe muito bem do que falo: difícil ficar dentro de uma via o tempo todo. Ora estamos no canto de uma, ora estamos no canto de outra. O limite é muito tênue e ao menor descuido, mudamos de via, seja para driblar um carro que resolveu reduzir repentinamente, seja para ultrapassar. E nem sempre pelo modo mais certo de se agir.
Podemos ser culpados por tais atos? Muitas vezes somos.
É assim que anda o desenrolar dessa novela. Pode não fazer sucesso como a novela das oito da Rede Record, ou a reprise de Pantanal, mas o cunhado de minha amiga está de parabéns. Bela direção de uma novela que promete muito.
E outra agradável surpresa: Carmo Dalla Vecchia. Se a atuação do ator na novela Cobras e Lagartos era algo beirando ao pífio, nesta novela como Zé Bob, parece que passou por vários laboratórios que não deixam a impressão daquele ator estilo Steven Seagal. Melhorou muito na atuação.
O meu personagem favorito? Didu, o filho alcoólatra do deputado, interpretado pelo ator Fabrício Boliveira. Motivos? Ah, é uma longa história.
E para finalizar: desde o primeiro dia, tenho uma ligeira impressão que a vilã da história é a Flora, personagem de Patrícia Pillar. Ela tem uma vida sofrida e batalhada, mas tem algo que sempre abominei nas pessoas: chantagem emocional. Algo me diz que isso revelará o lado mal que ela tem na novela. Hehehe
Vamos conferir. Comentário(s): Terça-feira, Junho 03, 2008 Brejo em festa
O que falar de um chefe que fala as frases abaixo?
“Produto chinês é assim mesmo. Se você não compra, muita gente traz do mesmo jeito.” (apenas para um pequeno detalhe: ele é chinês)
“As especificações nunca batem porque o produto está sempre em constante desenvolvimento.”
“Eu não me importo se está em chinês ou não, quem tem que se preocupar com isso é o cliente.” (como se todos daqui soubessem chinês)
“Precisamos vender isso a qualquer custo, de qualquer forma. Eu não levo prejuízo.”
Claro que não queremos levar prejuízo. Mas devemos aprender o que nos fez errar para não cometer o mesmo erro novamente. Entender o motivo que levou ao fracasso e evitar que isto se repita novamente. Mas como tem gente, que mesmo errando feio, continua ganhando muito dinheiro, paciência.
Meus pais não me educaram na honestidade e na decência para que eu engane os outros em busca de dinheiro. Se querem lucro a qualquer custo, não olhem pra mim.
Portanto, se eu fazia força pra não me demitir, tais palavras foram a gota d’água. Sei que me privarei de muito luxo, mas sabe de uma coisa? Luxo conquistado a base de muito estresse, chega! Cansei de engolir sapos-boi.
Vai soar estranho, ainda mais vindo de uma pessoa de descendência chinesa, mas acho que pararei de comprar produtos Made in China que não tenham qualidade satisfatória. Quero ver essas firmas de fundo de quintal sobreviverem.
Comentário(s): Segunda-feira, Junho 02, 2008 Sean Tyas @ Pacha
Preciso falar algo mais?
Comentário(s): A viagem da minha vida
Eu poderia bem começar a viagem no momento em que cheguei ao aeroporto, mas prefiro começar pelo bucolismo anterior à viagem. Quinta-feira de feriado e churrasco na casa de um colega, em Embu das Artes. Era casa do Tadeu, aquele que completou o pódio comigo e o Nelsão numa edição passada de maratona aquática.
Considero viagem porque demorou uns 35 quilômetros de casa para chegar ao local do evento. Passando por trechos de terra, chácara chamada “Recanto dos Pintos”, bairro chamado “Ressaca” e mais o que se pode imaginar. Churrasco com muita picanha, muita bebida e muita baboseira a se falar. Inclusive nosso técnico das 6 da manhã deu as caras. Simplesmente maravilhoso. Tudo bem que eu não comi as sobremesas, já que não sou muito fã de doces, também não bebi nada de álcool, mas mesmo assim valeu cada minuto provado por lá.
A primeira escala foi no check in. Trocar o bilhete eletrônico pelo boarding pass. E com isso, a surpresa da atendente:
- Ué, não tem bagagem?
- Não, vou passar só um final de semana em Londres.
Nisso, fui fuzilado com um olhar que se continham ódio e inveja. Em quais proporções, não sei dizer, mas mesmo assim, pra manter o padrão de atendimento, ao receber o bilhete, ouvi:
Segunda escala na sala VIP da American Express. Claro, tinha que tomar um café expresso de graça e acessar um pouco a net antes de pegar avião. Sem falar em comer uns salgadinhos também. Hehehe
Depois, uma fila imensa pra embarcar. Isso aconteceu comigo e com a minha mãe, mas nada que se compare à fila que meu pai encarou no dia que ele foi viajar.
Como o meu passaporte é brasileiro, a maior fila era para estrangeiros. Passei fácil e fui para o Duty Free. Nada assim que valia a pena comprar.
Hora de pegar avião. Nada de novo, sem ressaca, e tudo dentro dos conformes. O que eu queria antes de dormir? Dose quádrupla de Johnnie Walker Black Label. Talvez agora muitos entendam o porquê de eu não beber uma gota de álcool sequer no churrasco. Hahaha
Acordei com o avião nos céus de Londres e com a atendente servindo o café da manhã. Ótimo, um rango com carne antes do jejum de carne de quatro dias. Um pouco de presunto e salame no café da manhã, suco de manga e frutas da época. Tudo perfeito.
Descendo do avião, vou ao setor de imigração, e ao chegar lá, mostro o meu passaporte. Nisso, o policial da imigração disse logo que viu o meu passaporte:
- Oh, I remember you, the Gatecrasher addict. You came for a 2 days show stay, right? Have fun. (é, a fama de doido varrido corre rápido. hahahaha)
Ao sair, nem perdi tempo. Sem bagagem, fui direto ao meu primeiro sonho: locadora de carros.
Como assim? Sim, aluguei pelo concierge nada mais nada menos que o carro dos sonhos de muitos fãs da marca de quatro argolas: o Audi R8. Chegando lá, tapete vermelho até o carro, as chaves, tanque cheio e algumas dicas da locadora, que nem dei muita bola, pois já andei em muitos carros superesportivos, inclusive em cidades onde o volante fica do lado direito. Anotado a quilometragem inicial, perto dos 1250 e lá vamos nós. Pra onde? Pra onde tenha muita cerveja e mulher. Nem precisa falar quem foi a atração: o carro, é claro. Nunca vi tanto flash e celular gravando o carro. Pelo visto, não é só por aqui que o carro atrai olhares.
Na volta, Jono pediu pra que eu deixasse dirigir o carro. Por mim, tudo bem. Tinha seguro mesmo. Ele andou e falou:
- I feel like Tony Stark. Tons of women looking at me, and full of malicious desires.
Dormi na casa dele esperando pro pior: acordar de tarde, comer alguma bobagem e 50 quilômetros de estrada. Só 50. Bah, num carro que vai até 300 por hora. Hahahahaha
Acordei dentro do previsto, deu tempo de almoçarmos algo “leve”, muito macarrão ao sugo e selecionando as músicas pra montar a trilha da viagem, sem falar numa música que ele pediu pra avaliar. O que posso adiantar é que a música linda demais e guardada em sigilo até o lançamento.
Novamente, ao andar na estrada vicinal, muitos olhares, muitos de admiração. O carro anda bem, e corrige barbeiragens do motorista metido a piloto, mas só isso também. Não sei se é devido ao som impecável do carro (apenas um simples Bang & Olufsen), mas não dava pra ouvir o motor em si. Acelerava e nada de ouvir o motor de mais de 400 cavalos. Se fosse só isso, tudo bem, mas o carro era meio preso, não consegui esticar uma vez que pudesse dizer: deu tesão em pilotar esse carro. Mas pelo que me falaram depois, o carro é só imagem mesmo. Um alívio, pois pensava que estava ficando velho e sem jeito pra dirigir. Hehehehe
Chegando ao evento, uma correnteza de saliva. Primeiro pelo carro, segundo pelo Jono. Um mundaréu de gente querendo tirar foto com ele e pedir autógrafo. Com o seu jeito humilde e simpático, atendeu ao povo e depois do fim do auê, ele foi para a sua entrada com credencial e eu pra fila. Tão achando que cara com Audi não enfrenta fila, é? Hahahahaha
O Jono era um cara esperto, botou contatos em todas as tendas, e a toda hora, ficavam mandando torpedos SMS avisando qual a música do momento. Eu ficava que nem doido correndo de uma tenda e outra. Só pra ouvir as músicas que me deixavam fora de si.
Perdi muito de Paul van Dyk, pois estava vendo Prodigy. Mas quando vi que não ia tocar mais nada que me agradasse, pulei para a tenda do PvD. Para a minha surpresa, ao botar os pés dentro, ele toca For An Angel. Pode parar tudo. Já ganhei a viagem. Hahahahaha
Depois vieram outras:
- Mauro Picotto – Lizard
- Menno de Jong tocando um set de cair o traseiro de tanto dançar (tocou muito do Joop e Sander van Doorn)
- Dave Pearce e Van Gelderen apavorando pra não deixar por menos (tocando as clássicas que tanto me fazem chorar como Lost Tribe - Gamemaster)
- Mike PUSH tocando a sua clássica Universal Nation
- Aly & Fila tocando as clássicas e a que me fez chorar como se tivesse sido pai: Lost Language
- Riley & Durrant tocando BT – Dreaming e eu extasiado
- Adam Sheridan fechando a primeira noite, tocando Darude – Sandstorm e Moby, Natural Blues (acho que era aquele Katcha remix)
Na saída, me encontro com o Jono novamente pra voltar pro apartamento dele, e ele:
- I can see in your face that you cried a lot.
Chorão é f… hahahahaha
No fim do primeiro dia, na saída havia um cartaz avisando: Chemical Brothers canceled the presentation due to weather conditions. O QUE???
Cancelaram o show porque a tenda onde tocou Prodigy tava ruim durante a chuva que caiu durante a noite. Entendi nada. Só sei que fiquei muito puto. Tudo bem que devolviam o dinheiro do ingresso, mas mesmo sem eles, eu iria me divertir.
No segundo dia, mesma coisa e já fui direto para ver Paul Oakenfold, e não é que ele me toca Southern Sun? A tenda desaba de delírio e mais pra frente ele toca Sander van Doorn – Riff. O mundo desaba. Nem aí que Chemical não tocou.
Mas pra que Chemical Brothers se tinha Chicane ao vivo? Offshore ao vivo foi outra vez que não conseguia conter o choro. Sem falar em outras lindas, como as clássicas Saltwater e Autumn Tactics.
Marco V surpreendente, não tocou electro, mas sim tech trance. Fula que os paral!!! Que que é isso?
E imagina a noite acabando e entrando em seguida Giuseppe Ottaviani. Povo pra lá de Bagdá e morrendo de tesão ao ouvir tocar Through your eyes.
Christopher Lawrence fez uma apresentação impecável, pra acabar com aquela fama que ganhou ano passado, devido à marmelada da escolha do maior DJ do mundo.
E imagina um set começar nada mais nada menos que Marcel Woods – Cherry Blossom. Só o dono da música pra fazer isso. Já começou levando o povo ao delírio.
Scott Bond entrou logo em seguida, botando pré estraçalhar com a música composta em parceria com o Solarstone – 3rd Sun. Como eu nasci homem, acho que foi a primeira vez que senti na pele o que são os orgasmos múltiplos.
Agnelli & Nelson tocaram a música que eu odeio, mas que o público adora: John o’Callaghan – Big Sky (Agnelli & Nelson Remix)
E amigo não comenta amigo, não? Fica parcial demais. Por isso não falarei nada do Andy Moor. Hehehe
Depois de um set nauseante, me entra mais rebolation com Alex MORPH & Woody van Eyden. Ferrin & Low – Atlanta foi o que deixou todo mundo em transe.
Depois, seguiu outro que me recuso a comentar: Simon (projeto Dogzilla). Hehehehe
Aí entrou um cara que me surpreendeu. Um russo que eu não conhecia e tocou uma música que porra, eu preciso ter em minha discoteca: Bobina feat. Elles de Graaf – Lighthouse (Sean Tyas vocal remix).
E pra terminar o dia... nada mais legal que ouvir novamente Johan Gielen tocando Magnitude (Fabio Stein’s Universal Journey remix).
Não sei como sobrevivi a esses dois dias. Voltei dormindo a viagem toda e rindo à toa. E daí que o Chemical deu cano e o carro não tava legal? A vida é assim mesmo, se alguns imprevistos aparecem, as outras alegrias dão conta a ponto de nem lembrá-los. Valeu cada centavo juntado com muito suor para tal empreitada.
Na volta, ao preencher o papel da Receita Federal, se tinha ou não bens a declarar, deu vontade de marcar no Bens a declarar. Declaro que eu tou muito bem, melhor que quando saí. hehehe Comentário(s): Quarta-feira, Maio 21, 2008 Longe dela
Doenças estão presentes nas vidas das pessoas de várias formas, e a que mais desgasta psicologicamente é quando envolvem familiares e pessoas queridas. Qualquer doença que envolva UTI sempre abala o mais insensível dos seres, sem falar no fator financeiro também. É a partir deste ponto que o filme “Longe dela” aborda a doença de Alzheimer. Um casamento estável abalado por tal doença, que evolui e testa tanto os sentimentos quanto as privações.
O enredo conta de como a doença afeta o casal, até que uma das partes decide se internar pra buscar a cura. Durante o processo de cura, a esposa simplesmente se esquece da existência do marido e considera outro paciente como o seu novo namorado.
Se no filme “Flores Partidas” a agonia de procurar pelo filho foi intensa, neste, a agonia de não achar solução para a doença é algo que acontece nos envolvidos com a doença. Vale à pena assistir a esse filme.
E se ainda não assistiu, não recomendo ler o que se segue, pois conta o final do filme.
O desfecho depende da interpretação de valores pessoais. Para muita gente, o final foi feliz, mas para mim, o final foi inusitado e duvidoso. Não fica claro se a doente é a vilã ou a mocinha da história, sendo que se passa o filme achando que o protagonista é o vilão. Desfecho “meigo e vago”, com as qualidades as quais o protagonista definia a sua amada.
Comentário(s): Terça-feira, Maio 13, 2008 Quebrando a Banca (21)
Esse filme é muito mal falado pela crítica, por ser um mix de Ocean’s 11 e outros filmes que envolvam cassinos. Todavia, foi um dos que me agradou muito ao assistir.
O enredo inicial parte de um formando do MIT, com notas excepcionais, que sonha em ser médico pela Universidade de Harvard. Porém, o curso custa em torno de 300 mil dólares, e há somente uma bolsa por ano.
Com poucas perspectivas de conseguir a bolsa, o aluno descobre ao acaso a contagem de cartas, e como este pode ajudar a ganhar dinheiro jogando 21. Com isso, parte com um grupo de amigos para Las Vegas, visando ganhar uma bolada que posso fomentar o curso almejado de medicina.
E partindo deste ponto, cabem várias perguntas:
1 – Os fins justificam os meios, por mais nobres que sejam?
2 – Os resultados são sempre tão previsíveis?
3 – O emocional afeta em quanto o autocontrole?
E foi com essas perguntas e reflexões sobre a minha vida que reformulei as perguntas e transformei em:
1 – Quantas vezes eu já tive no fundo do poço?
2 – Quantas vezes, por capacidade própria, eu me livrei do “apocalipse”?
3 – Quantas vezes os meios utilizados não justificavam nem os fins?
4 – Quais as vezes que agi corretamente, depois de analisar os fatos com muito tempo decorrido?
5 – O emocional já me fez agir instintivamente?
De início, as minhas respostas têm pouco a ver com o desfecho do filme. E vamos lá.
Já estive no fundo do poço mesmo três vezes. Sensação que por mais que eu tentasse, não haveria solução para escapar do fim próximo. Estranhamente, sempre brotou uma solução do nada e partindo desta dica dada, eu sempre recuperei boa parte das perdas.
Muitas vezes, utilizei meios pouco apreciados, cujos fins não foram nem de longe parecidos com o que almejava. Poderia dizer que em certos casos, foram atitudes tomadas por certo requinte de crueldade, pois não vivo do que vejo, mas sim do que prevejo e acerto. Cretinice ao extremo, creio. Aliado a certa arrogância e confiança ao extremo de suas atitudes.
Deve ser por isso que a cada queda, o tombo seja gradativamente mais danoso que o anterior. Dizem que tombos acabam calejando, e percebo que em mim o efeito é inverso. A cada tombo, o tempo de recuperação é cada vez maior, e – talvez – seja por isso que eu tenha pensado muitas vezes antes de tomar uma atitude.
Não que eu tenha parado de agir instintivamente, mas posso garantir que as vezes que agi instintivamente, não me arrependo das conseqüências.
Retomando o filme, o fim é pouco convencional e inclusive o clímax foge dos clichês usuais. Poderia ser mais bem explorado, mas creio que a versão final tenha surtido bons resultados. Resultou até nessa pequena digressão. Hehehe
Speed Racer
Aos amantes de Matrix: nem queira comparar com esta trilogia, pois seria a mesma coisa que comparar um triciclo a uma Ferrari.
Aos amantes de Speed Racer (a série): não queira comparar com o filme, a decepção será tremenda.
Se há um filme que serve pra estudo pelos pontos contra, esse é um deles.
1 - Uma chuva de efeitos visuais. Para que? Passar o tempo? Que tenha mais interação, como um videogame. Parecia pirotecnia dispensável, e me remeteu à cidade de Tóquio de 20 anos atrás. Aquela chuva de neons que muito se ilumina, e pouco se chama atenção.
2 – Fotografia? Nenhuma. Não há uma cena que marque quem assista.
3 – Enredo? Desconexo, e pouco linear. E irritava muito quando chegavam os flashbacks. Toda vez que chegava algum flashback, dava aquela sensação de ter iniciado um programa no Windows. Câmera lenta e reinício do filme.
4 – Final Feliz irritante. O que sempre me impressionava em Speed Racer era que nem sempre o carro ganhava. Aprendia-se muito mais com as quase vitórias ou perdas do que com a vitória em si, e não como no filme, que sem acabar, já saberíamos que o herói venceria o vilão.
Bem, já falei demais do filme. A minha recomendação é bem clara, espere passar na Sessão da Tarde. É um bom passatempo para essas tardes frias regada a edredon e pipoca. Nada mais. Comentário(s): Quarta-feira, Maio 07, 2008 LEDs
Primeiramente, o que é LED? Não, não falarei da minha banda preferida, Led Zeppelin. LED (light emitting diode, ou diodo de emissão de luz) são mini-lâmpadas, que aglomeradas, produzem a mesma intensidade de luz das lâmpadas convencionais, e que consomem bem menos que as lâmpadas convencionais. Semáforos assim economizam muito mais energia elétrica que as convencionais. Sem falar que a manutenção é bem menor. Logo, em termos de sustentabilidade, melhor ao meio ambiente.
Mas a grande coqueluche do mercado não é o LED em si, mas sim o OLED. O O vem de "orgânico". Ou seja, ela passa a não ser um ponto grande e ganha forma. Estão surgindo novos monitores pra computador e televisores com esse sistema. A resolução sai do atual Full HD de 1080 e já saiu um televisor de Full HD 2160, ou seja, o dobro de resolução. Consomem 10% dos monitores e televisores de LCD atuais. Resumindo, a tendência é que os notebooks fiquem cada vez mais leves, e com um custo de produção bem mais baixo, além das baterias durarem muito mais. Bom? Bem, vocês decidem.
Comentário(s): Segunda-feira, Maio 05, 2008 Homem de Ferro
O que falar de um filme que começa tocando AC/DC e termina tocando Black Sabbath? Para eu, que nasci ouvindo essas músicas, foi empolgante.
De início se cria uma antipatia total ao protagonista, pois mostra que um herói é repleto de defeitos também. E no final, bem, no final, só assistindo pra ter uma idéia.
Aos amantes de carros, um filme pra conferir os novos Audis R8 e S5, o Saleen S7, o Rolls Royce Phantom, e um Tesla Roadster.
Uma pessoa que eu nunca achei bonita, nunca gostei como atriz, e achei que teve uma atuação boa: Gwyneth Paltrow. Mas ninguém, ninguém mesmo, pra roubar a cena de Terrence Howard e, principalmente, Robert Downey Jr.
Alguns detalhes muito interessantes. Falam da sociedade dos Dez Anéis. O maior arqui-rival do Homem de Ferro nos quadrinhos é o Mandarim, um inimigo que tinha 10 anéis. cada um com um poder.
A trilha original do Homem de Ferro, aquele do desenho animado dos anos 70, cantava: Tony Stark, tira onda que é cientista espacial, mas também é Homem de Ferro. Elétrico, atômico, genial. Dura armadura: Homem de Ferro. É lenha pura: Homem de Ferro. Quando a Pepper Potts liga pra ele, toca em tom polifônico a música tema.
E pra variar um pouco... tem uma cena em que aparece ninguém mais ninguém menos que o dono da Playboy: Hugh Hefner, com uma chuva de Playmates. Pretendo assistir este filme novamente, antes que Indiana Jones e Speed Racer tire de cartaz esse filme que merece ser arquivado na minha cinemateca.
PS: Músicas citadas: AC/DC - Back in Black e Black Sabbath - Iron Man.
PS2: A origem do herói foi modificada. Mas alguém se importa com isso?
PS3: Depois dos créditos, tem cena especial. Não vá embora ao ver as letrinhas subindo. hehehe Comentário(s): Quarta-feira, Abril 30, 2008 1001 Noites
Rádio-relógio, 21 horas. Noite especial, encontro de internet. Ana Clara, ou melhor, Sequestradora de suspiros está indecisa, ansiosa, irrequieta. Mero formalismo, porém, estás prestes a conhecer palavras que ela vê todas as noites, palavras com quem troca sentimentos, piadas, segredos. Palavras, apelidos, amigos. Todos sinônimos, mesmo grau de importância, alguns mais especiais, outros menos íntimos. Cada um na sua, mas com algo em comum: sala de sexo virtual.
Quem será que irá? Como eles seriam fisicamente? Será que se comportam que nem no chat? Dúvidas que planam sobre o horizonte mental. Tortura psicológica que será anistiada no momento combinado. 23 horas do dia 11 de Setembro, no Beer's Room. Diz-se no e-mail convite que não há consumação, e apresenta vários ambientes.
Um banho caprichado: banho de imperatriz, meia hora de banho, uma de hidratação com parafina. Realmente, todo detalhe tem que ser minuciosamente cuidado. As pessoas são detalhistas, reparam em erros de pontuação, ortografia, e mensagens ambíguas. Há pessoas que inclusive fazem um dossiê de cada apelido, contabilizando quantas vezes o tal apelido acessou, como ele dá oi e tchau, quais as melhores amizades, e atividades suspeitas. DOPS faria deveres de casa comparado aos dossiês virtuais.
Tudo é tratado com descontração, momentos de prazer, ironizando desconhecidos, satirizando os desesperados, sendo hipócritas afirmando que não fazem a mínima idéia do que seja sexo virtual, e outros detalhes que não convém dizer neste momento, pois estamos falando do encontro da sequestradora com os suas afinidades.
Logo após a hidratação, hora de caprichar no visual. Afinal, tem que se fazer jus ao próprio apelido, ter sex appeal, ser a dona das atenções, ser simplesmente o que sempre sonhou ser: Sequestradora de suspiros. toalha enrolada na cabeça, hora de caprichar na maquiagem. Ajeita-se a sobrancelha, capricha-se no rímel, opta-se por uma base para camuflar a pele branca Suvinil, e batom com gloss para dar um toque fatal.
Processo realizado pensando em seu amado que conhecera mês passado, 1001 noites de prazer-H. Primeiro encontro no real dos dois. Ela simplesmente se apaixonara por receber uma rosa virtual dele. Após a rosa virtual, vieram cartões virtuais, telefonemas e planos para o futuro. Se for menino, chamará-se Bruno, se for menina, Giovana.
"Será que ele é tão bonito como se diz? Ah, ele me disse que é parecido com o Tom Cruise em Vanilla Sky, só que mais alto. Será que ele gosta de mulher produzida ou mulher simplesinha sem gosto? Acho que botarei uma pinta estilo cindy Crawford para dar um quê a mais. Seria um arraso passear de carro importado alemão e me confundirem com ela! Ih, mas ele pode beijar a pinta. "
O nervosismo já impera em Clarinha, e ela nem escolheu o vestido. Guarda-roupas aberto. olhando todos os modelitos. Pretinho básico ou vermelho rubi. Não servem, pois a pele fica branca demais. Creme é uma boa pedida, se não fosse o culote. Azul marinho é de arrasar, mas viu que seus peitos sumiam. Meio à tamanha ansiedade, optou-se por um visual digno de uma sequestradora de suspiros: jeans e camisa.
Ao entrar no carro, viu que era faltava 20 minutos pra meia-noite. . Bem, mulher não atrasa mesmo! Resolveu pisar mais fundo, assim chegaria mais cedo ao encontro. Errado. O carro engasgou, e não dava mais partida. Precisava de gasolina. Depois alguns minutos, aparece um cavalheiro para ajudá-la. Sorte que só as mulheres têm. "Nada que uma chupadinha não resolva". Clarinha, freqüentadora de sala de sexo virtual, totalmente envorgonhada, aceita. E depois de passar um pouco da gasolina de um carro para o outro, Clarinha consegue chegar a um posto de gasolina e pronta para chegar um pouquinho atrasada no encontro.
Meia-noite, Beer's Room. Momento crucial para nossa Cinderela. Clarinha procura seu Tom Cruise de Vanilla Sky, e realmente acaba achando. Toda feliz da vida a protagonista de Penélope Cruz corre em direção de seu amado, e pergunta:
- É aqui que está tendo o encontro de internet?
A resposta veio em uníssono:
Depois de longa odisséia nos vários ambientes, regados de muito chopp sem marca, mesas e cadeiras de plástico, videokês com aspirantes a cantor de pizzaria, piscina e solarium, chegou-se à mesa no terraço, onde os seus amigos de chat se encontravam. O primeiro fato a se notar era que 1001 noites de prazer - H não havia aparecido ainda, e que ela teve que adivinhar quem era quem; árdua tarefa.
Moral da história: Quem vê cara, não vê AIDS. Fora ao banheiro e vira que o máximo que poderia sequestrar de suspiros seriam os da doceria perto de casa, que as críticas que fazem nas salas, são presentes nesse encontro, e que promessas nem sempre são realizadas. 1001 noites de prazer prometeu que apareceria, e não veio.
Realmente, seria impossível alguém mais alto e tão gostoso quanto o Tom Cruise aparecer a um encontro de sala de sexo virtual. No seu último cigarro, as esperanças de Clarinha ardiam em brasas, quando avistou um carro alemão se estacionando e um ser distinto vestido de Top Gun sair do carro. O coração de Clarinha parecia estar disputando racha com o carro de seu amado, e mal poderia esperá-lo chegando no terraço.
Duas da manhã. Clarinha se encontra com Diogo. Decididamente, é a cara do Tom Cruise no filme Vanilla Sky após o acidente de carro. E ela o observa se aproximando para concretizar os planos mencionados pelas palavras trocadas no cyberespaço. Os olhares se cruzam, os sorrisos aparecem na feição de ambos. 1001 noites de prazer - H demonstra toda alegria em seu sorriso, descobrindo o 1001 dos dentes entre os lábios. Realmente, o amor é lindo.
Comentário(s): Admite-se, com prática
Soninha passou a vida inteira ouvindo de sua mãe conselhos atordoantes de como escolher um marido ideal. Como reconhecê-lo e o momento ideal de fisgá-lo. E o conselho paradoxal da mãe a instigava: “jamais case com um homem que te enlouqueça durante a transa”. Sobrevivente e submissa nesse mundo machista em que ela vive, acatou e abraçou as idéias da mãe como uma criança recebe a hóstia durante a primeira comunhão. Entretanto, diante dos frutos do pecado em seus lábios, não pôde deixar de se envolver com todos os tipos de homem para comprovar a teoria maternal. A primeira vítima fora Gustavo, primeiro amor. A transa rolava com consentimento dos pais na própria casa e sussurros de gemidos ecoavam no sobrado. Relacionamento romântico, ela sempre em primeiro lugar. Gozo simultâneo, em uníssono. “Mamãe disse, eu descarto”. Ouvira todos os elogios familiares e inéditos a ela quando terminaram. Neste caminho amoroso percorrido, aparece Miguel, homem separado, 14 anos mais velho que ela, situação financeira estável, e outros atributos que reluziriam os olhos de qualquer donzela. Miguel, amante sênior, já conhecia os atalhos do prazer nas mulheres, e seguia rigorosamente as normas ISO-9002 sexuais. Soninha descobrira o significado de orgasmos múltiplos e significara também que não seria esse o marido ideal. O término resultou em Miguel marcando inúmeras consultas com o analista, aflorando o romance entre paciente e analista. Soninha fora convidada pra ser a madrinha do casamento informal dos dois. A odisséia segue e ela conhece Lobo Faminto durante uma dessas noites de solidão. Transaram inúmeras vezes à base de teclado e mouse, e deliciaram-se com o prazer de estarem se envolvendo com tamanha intensidade, apesar de nunca terem se visto. La Fontaine estava certo, “as uvas estavam verdes”. Soninha segura o mouse, olha cabisbaixa ao próprio baixo ventre, fica reflexiva por alguns minutos e decide sumir da rede. Desiludida por não achar o marido ideal até o presente momento, sai para dançar em uma casa noturna pouco badalada. Aristides troca olhares e ela corresponde. Troca-se mais olhares, beijos, abraços, carinhos ousados. O casal abandona o local em direção à casa do rapaz. Momentos mais íntimos estão prometidos nesse ambiente inóspito a Soninha. A ansiedade de ambos é imensurável, e suficiente para deixar Aristides perplexo, resmungando cabisbaixo ao seu colega de serviço: ─ Isto não poderia ter acontecido! Atualmente, Soninha está grávida de quatro meses de Aristides e torce para que seja menina durante a terceira gravidez. Comentário(s): Saudade ora fosse
Saudade ora fosse minha,
PS: É, eu não era tão ruim assim.
Comentário(s): Não sei se o fato de molhar a minha prancha me trouxe a essa sessão nostalgia, mas estou ressuscitando uma de minhas primeiras postagens, que deletei sem querer, devido à maldita imposição do Blogger em permitir apenas 10 MB por usuário. Um texto legal, que deveria permanecer aqui, para as pessoas fuçarem quando quiser. No meu arquivo, está datado que foi criado em 11 de Dezembro de 2003 e última modificação no dia 13. Logo, creio que tenha sido a segunda postagem. A primeira eu expliquei o motivo do surgimento do bló.
Lembranças de uma música da adolescência:
Definição presente no Aurélio Buarque de Holanda:
Trecho de “Poema em Linha Reta” – Álvaro de Campos em Ficções do Interlúdio
Relacionando as partes citadas, comporei um raciocínio mirabolante e sem clichê, resultando em um texto irreverente.
Deixando um pouco a ironia de lado, encaminhemos o motivo desse texto.
A rejeição tem um gosto estranho para se provar, e há tempos não degustava algo similar.
Um dos maiores medos presentes em um relacionamento e um envolvimento é a rejeição. Com exceção dos masoquistas, sentimentos que causam dor são evitados ao extremo, por causarem um certo desagrado. Abacaxis azedos afugentam lábios suculentos, assim como jilós aterrorizam mentes infantis há milênios. E o gosto se acentua quando se prova algo de sabor antagônico, por exemplo, algo salgado ou doce.
Há um mês, terminou um relacionamento de quase meio ano com uma pessoa devido à rejeição da pessoa em relação à minha. Foi algo inusitado, que há tempos não esperava de ninguém, talvez por prepotência minha ou ingenuidade mesmo. A verdade foi que fiquei desnorteado por duas semanas e não soube nem quais atitudes tomar. Um nocauteador que leva repentinamente um direto de esquerda no rosto, quando está com a guarda recolhida, constelação repleta e tempo de recuperação mínima.
Amigos reclamaram do meu desânimo e pessimismo em pleno fim de ano, até que teve uma pessoa que veio e me disse:
- Viu no que dá ficar em cima o tempo todo? Dialética. Nada fica no auge pra sempre. Uma hora entra em crise.
Coincidência imediata com outro trecho do mesmo poema de Álvaro de Campos:
Isso me fez refletir sobre o gosto e a sensação do auge. Alexandre, o Grande, Júlio César, Napoleão, Hitler. Grandes expansionistas que tiveram o seu fim. Ínfimo comparado a estas grandes figuras da história, posso dizer que eu sempre vivi no auge. Sempre consegui seduzir e conquistar as pessoas de forma espontânea, sem nenhum esforço. Carisma natural ou doce por natureza, como preferirem.
Sabor acentuado por experimentar inusitadamente algo oposto ao que estás habitualmente acostumado. Foi gostoso provar a rejeição? Com certeza, não foi gostoso, mas agora me trouxe um gosto doce na boca; cortara um pouco de minha arrogância, de meus superpoderes, de achar que tudo continua fácil pra mim, sem batalhar por elas.
Nascemos sendo mimados e crescemos querendo mimos, ficamos mal acostumados e geralmente é nessa hora que vem os escorregões e os tombos. E foi através desse sentimento que Álvaro de Campos criou o Poema em Linha Reta. Encaramos a rejeição e quando ela vem, nem sempre aceitamos. Todavia, de nada adiantará chorar as pitangas por uma pessoa que já está a mil por hora com outra.
Aprendi algo nessa rejeição? Três lições: pessoas apaixonadas, que terminam um relacionamento repentinamente, sempre voltam ao seu primeiro amor; nunca se tem o domínio absoluto de uma situação a ponto de poder se acomodar, mesmo cuidando dos mínimos detalhes; a rejeição pode vir a qualquer momento, o importante é saber como lidar com este momento.
No ar uma grande pergunta: como estou hoje? Poderia-se resumir em uma palavra: nostálgico. Relembrei de todas as rejeições, de todas as aceitações, de todos os grandes momentos de minha vida, pontos cruciais, em clímax, cujo desfecho depende sempre das minhas atitudes. E creio que recentemente presenciei outro clímax e requereu uma atitude minha. Se tomei a atitude correta? O tempo dirá, ou quem sabe, o réveillon. Comentário(s): Terça-feira, Abril 29, 2008 Maniqueísmo
O maniqueísmo é um lugar comum em todos os textos escritos ou lidos, inclusive presentes nos discursos do presidente Bush Filho. Todos querem ser o lado mocinho que vence as maldades do mundo.
Sempre fui do contra e sempre quis ser vilão. Deve ser por isso que amei o trecho que li, no livro La velocidad de las cosas, de Rodrigo Fresán. Fora de qualquer clichê possível.
"La atracción del Diablo, si se lo piensa un poco, es la que persigue a todo verdadero artista. El tan bien promocionado {{Reino de Cristo}}, si alguna vez llega, se caracterizará por la ausencia total de arte. A Cristo jamás le interesó el asunto del arte. La inspiración artística que se desprende de su Iglesia no proviene de nada que Cristo haya hecho o dicho o, apenas, sugerido. El Diablo, en cambio, comprende y alimenta la carnalidad y el intelecto del hombre. El arte es carnal, no es espiritual. El Diablo tiene la inmensa delicadeza de respetar nuestra individualidad mientras nos retorcemos, cada uno a su único e inimitable modo, en el azufre y el fuego. Dios, por lo contrario, no demora en ascendernos a seres alados con aureola y sin sexo, todos iguales, simples extras en la película Cinemascope de los cielos. El Mal, en cambio, garantiza cierta trascendencia propia e irrepetible y, sí, literalmente underground. Hay que esmerarse para ser malo y único; todos los buenos son iguales."
Comentário(s): Domingo, Abril 27, 2008 Coincidências
Comentário(s): Abolição do hífen
Comentário(s): Sexta-feira, Abril 04, 2008 Awake – A vida por um fio
Todos ficam ressabiados ao ouvirem falar em anestesia geral. E é através desse assunto que o filme se desenrola. Um milionário que leva anestesia geral, mas continua consciente, apenas com o seu corpo paralisado. A operação sai fora dos rumos e os médicos decidem se o deixam morrer ou não. E tudo isso com ele ouvindo.
Terrence Howard, novamente impecável, assim como em Crash, no limite e Ray. Pode-se dizer o mesmo sobre o Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e a bela Jessica Alba.
Ao sair o DVD, eu comprarei, mas pretendo assistir novamente.
Comentário(s): Quinta-feira, Abril 03, 2008 Pais e filhos
Neste final de semana, enquanto me concentrava para as provas do Campeonato Master Brasileiro de Natação, em Florianópolis, li o livro La velocidad de las cosas. E no conto “Pequeno manual de etiqueta funerária” encontrei trechos que me fizeram refletir muito sobre a minha vida e meu futuro.
O conto é uma carta do pai ao filho e há trechos em que imaginei como se fosse o meu pai me escrevendo. Citarei algumas e comentarei logo em seguida.
“… Nunca nos parecimos demasiado.
Todo mundo que olha pra mim, vira e fala que a minha fisionomia lembra a minha mãe. Meu pai sempre foi um exemplo negativo. Lembro que minha irmã buscou no marido dela uma pessoa que não tivesse características semelhantes aos do nosso pai, e eu tenho o meu pai como o exemplo a não ser seguido para ser um bom pai.
Não que tenhamos vergonha dele – muito pelo contrário, gostamos muito dele – mas são temperamentos que não conseguimos compreender qual a finalidade de tais atitudes e reações. Tanto que ao sair e conversar com os clientes, sempre ouvimos o velho clichê familiar: “ainda bem que os negócios não dependem do pai, mas sim de você e da sua mãe”.
Resumindo o meu pai em poucos momentos, poderia dizer que é uma pessoa extremamente gentil e simpática, desde que não entre em conflito com seus valores e prioridades. Os valores dele sempre serão os corretos, assim como sempre será prioritário em tudo – e o resto do mundo que se exploda.
“Hablamos poco, no tenemos mucho que decirnos, casi no nos conocemos y yo – para disimular la incomodidad de los puntos suspensivos al final de nuestras líneas de diálogo – te he dicho que me cuesta hablar, que me duelen las palabras, en especial las que vienen cargadas con demasiadas vocales, y los verbos en cualquiera de las conjugaciones del futuro.”
Já notei inúmeras vezes em que meu pai tem algo a dizer, e não sabe como se expressar. Não sabe quais palavras escolher ou como ordenar as idéias de modo a não machucar. E muitas vezes, mesmo assim, o roteiro escapa do script e beira a um filme pornô trash de orçamento pífio.
É para o nosso bem? Sim, mas nem sempre é o que queremos ouvir, pensar ou acreditar.
“… el que se gasten grandes sumas de dinero en los funerales implica una más que evidente falta de confianza en la resurrección de los muertos”
Arrependimentos acometem o ser humano desde que a palavra consciência faz parte de seu vocabulário. E creio que o pior arrependimento é saber que poderia ter feito algo para tornar alguém feliz, nem que seja pelo ato mais tolo, de desejar boa noite, dar um abraço sem dizer nada, ou até mesmo provar aos outros o quanto ele é querido por você.
O tempo de convívio já é pequeno, e nunca se sabe o quanto essa distância física aumentará ad infinitum, e deve ser por isso que em muitas vezes me vi ajudando, me vez de deixá-lo afundar. Eu devo a ele o que sou, seja com críticas construtivas ou destrutivas, exemplos ou erros.
Às vezes, penso que deixei de casar para cuidar um pouco mais dele. E recentemente, penso até em deixar de ganhar fortunas em Dubai só pra cuidar um pouco mais dele.
O que é certo? Só o tempo decidirá.
Atos que desafiam a morte
Um filme que se baseia na biografia adaptada de Harry Houdini. Conta o desafio que ele faz aos paranormais de descobrirem as dez últimas palavras de sua mãe ao mágico/ilusionista antes de sua morte. Nisso, entra em cena a vidente e sua discípula/filha charlatãs.
Vale a pena ver o filme, não só pra ver a atuação da belíssima Catherine Zeta-Jones, como também pra se refletir sobre as falas do filme. Comentário(s): Sexta-feira, Março 07, 2008 Sorte de hoje no Orkut
Sorte de hoje: Uma surpresa agradável está à sua espera
A qual surpresa estaria referindo o meu sítio de relacionamentos?
A série principal do treino de sexta foi uma série de 3 revezamentos: 4 x 50 livre, 4 x 50 medley, 4 x 100 livre. Não foi surpresa nenhuma a minha equipe ganhar todos os revezamentos. O que me impressionou foi o tempo dos 100 m livre. Depois dos dois primeiros revezamentos, eu nadei bem, com o tempo que eu tenho em um treino normal. Agradável surpresa.
Terça-feira, eu fiz um trabalho sobre um catálogo. E foi feito o fotolito, a chapa e na hora de rodar a impressão, quem disse que a máquina roda naquele formato? Ué, o manual disse que rodava. Agradável e hilária surpresa. hahahaha
Comecei a ler o livro La velocidad de las cosas de Rodrigo Fresán, desta vez pra valer. Um livro muito interessante, pela forma como descreve o escritor e leitor. Se tivesse que citar trechos do livro, creio que eu citaria umas 15 das 31 que já li. Sabe espanhol? Vale a pena comprá-lo pra ler e reler.
Como a minha carona foi forçada a ir até o Anhembi às 17, eu optei por voltar de metrô. Ir até o pavilhão de exposições do Anhembi era algo que não tinha em mente. Chegar antes das 18 então nem pensar. Desagradável e inusitada surpresa.
Paciência, leio umas páginas a mais num metrô cheio. No meio da leitura, já na Linha Azul:
- ¿Hablas español?
- No hablo, pero me arriesgo a leer un poco.
- ¿Tienes certidumbre de eso?
- Claro, hay vocablos que no comprendo. Pero aunque intento a leerlo con muy afán, y al llegar en mi casa, me pongo a hallarlos.
- E tem coragem de falar que não fala?
- Eu comecei em Julho do ano passado. Falar, óbvio que não.
- Mas já engana e muito bem.
- Deve ser por isso que eu tenho fama de mentiroso na praça. hehehe
Ao chegar à estação Paraíso, a moça bonita avisa que vai descer, e se despede de mim, rabiscando um papel, botando em meu bolso, e deixando um selinho em meus lábios. Agradável e inesperada surpresa.
Após se despedir, pego o bilhete e vejo o que tava escrito. Constavam o número do telefone dela e uma observação: ao ligar para mim, saberei quem és. Agradabilíssima e inefável surpresa.
E há gente que não acredita nessas mensagens. hehehehe Comentário(s): Idéias e personagens novos
Durante um dia entediante de trabalho, surgiu a idéia de produzir um enredo interessante com dois personagens. E após muito tempo divagando, foram contemplados dois:
Tullio - não se trata de numerologia, pois em espanhol possui uma pronunciação chamada yeísmo, que faz com que o dígrafo ll tenha som de j e não de lh. Com isso a palavra ficaria soando "tujo", que pode ser escrito e feito um trocadilho com tuyo, que significa "teu".
Mirella - seria uma aglutinação da conjugação da primeira pessoa do pretérito perfeito do verbo mirar (olhar, em espanhol, que ficaria miré) com ella ("ela" em espanhol).
Os nomes são justificáveis de acordo com o contexto e o enredo, mas se eu descrever os dois, aí não terá mais graça ler o texto. hehehe
Aguardem Comentário(s): Segunda-feira, Março 03, 2008 CMYK
O clima não é mais o mesmo. E na onda do superaquecimento global, tudo parece colaborar para que tal fenômeno piore a cada dia que passa. Congestionamentos intermináveis, consumo elétrico desenfreado, poluição sonora e visual. Detalhes que fazem o mundo perder o encanto das cores.
Nesta gama infindável de cores, o encontro de duas tem data e horário marcado: Cássio e Miriam.
Ele, com suas manias, preso no trânsito, ouvindo jazz pra devanear do caos megalopolitano e olhando estrelas cadentes passando entre os retrovisores. Das várias oportunidades, apenas dois desejos: chegar logo em casa e se distrair do dia desgastante que teve.
Ela, com suas neuras, enfiada dentro de um trem metropolitano, com fones sintonizados em música popular que murmuravam versos amorosos, ou seriam de lamento? Se quisesse ser estrela? Ser rainha? Ter uma ilha no Pacífico? Um bangalô em Copacabana? Não, nada disso. Ela só quer, só pensa em namorar.
Pouco disso importa, pois ambos seguem diferentes artérias para atingir o mesmo órgão, responsável pelos sentimentos. Confrontos, imposições, condescendências, permutas, oferecimentos, compartilhamentos; influenciados por diversos fatores decorrentes do dia vivido e que reagem entre si em passos paulatinos em direção da noite.
A noite tem seus mistérios e seus motivos. As cores pouco importam, e pouco chamam atenção. O mundo passa a ser dominado por vultos e atos. Fatos que em muitas vezes poupam a visão. Inúmeros dormem ao anoitecer, todos fecham os olhos para relaxar, muitos respiram fundo para sentir a sedução da noite. A audição se torna mais sensível, capaz de captar o mais taciturno dos gemidos. Ritmo vigoroso diurno que se torna mais harmonioso.
A estrela que nela esconde durante o dia, oferece como recompensa à noite. Diamantes de quilates variados, com poder de riscar, causar cócegas, acordar a mais dormente das ousadias de Miriam, que passa a sonhar com os olhos fechados, olhos abertos, olhos nos olhos e dentes nos lábios.
Cássio, e seu jeito metódico, provoca onomatopéias com seus adereços, deixando os sapatos no canto premiado, caminhando e deixando pegadas com as meias pelo piso de madeira, em busca do beijo de saudade, panacéia das cobranças intermináveis de seus superiores.
Miriam, já de roupa trocada, anda pela casa descalça – chega de se equilibrar e reforçar sua altivez. Neste ambiente intimista, quer mesmo é ficar com os pés no chão, e perceber-se flutuando na ponta dos pés, braços envoltos no pescoço de Cássio, de forma a sorver o prazer indescritível de atingir o topo do mundo com o toque dos lábios, a brisa da respiração de Cássio, o arrepio de ter o mundo tão distante, e silêncio tão contagiante.
Epidemia que a atinge em cheio. Miriam percorre com os braços pela nuca, cabelo, rosto, costas, lendo as instruções espalhadas no corpo que tateia. Obedece algumas, transgride outras, provoca várias, e acentua unicamente a que quer tatear a textura a todo custo.
O instinto lupino de Cássio se acentua, fareja pelo perfume inebriante que escapa das entranhas e prepara um sabor agridoce em porções que prova solitariamente, e ela se delicia ao senti-lo arranjar, concentrar, misturar e sobretudo: devorar.
Certo poeta já dizia: “As almas são incomunicáveis.” Incontestável, decerto; os olhos devoram, as almas entregam, e viram presas fáceis para Cássio, que sabe cansar a presa para dar o bote preciso, um relógio bem aferido. Um ataque fatal guiado pela rosa dos ventos de Miriam, cujas rosas não choram, as rosas exalam; e prendem cada vez mais pelos espinhos que o fazem sentir prazer e dor ao mesmo tempo.
O sangue daria por ela, assim como o toque áspero de sua barba por fazer, suas mãos, dedos, pernas e detalhes vitais com o dom de raspar, esfoliar, abrasar, riscar e polir; lapidando e concedendo um brilho e beleza inigualável, uma jóia rara.
E no fim de todo o processo, um mergulho orgástico e purificante no Rio Letos para esquecer tudo. Afinal, amanhã é outro dia, e isso é motivo suficiente para vivê-la da melhor forma, para que no fim do dia Cássio e Miriam reiniciem tudo de forma inédita, um déjà senti consentido.
PS: CMYK é abreviação do sistema de cores formado por ciano (cyan), magenta (magenta), amarela (yellow) e preta (black), usadas na área gráfica. Entenderam a foto e a correlação que eu quis fazer com a imagem em sepia, de vultos e movimentos?
PS 2: Dizem que nomes polissílabos (no caso, as que envolvam quatro sílabas) são nomes rítmicos, perfeitos para uma transa. Eu ainda prefiro os dissílabos terminados em ditongo. Em vez do compasso do 4:4, ficaria no 2:2. Mais frenético.
PS 3: Os nomes foram escolhidos ao acaso. Conheço tanto gente com o nome de Pedro, Miriam, Cássio, Marcelo e Cíntia, cujos nomes foram os eleitos para o texto. Nenhuma das pessoas influenciaram na decisão.
PS 4: Este texto teve sua idéia inicial em uma quinta-feira. Foi durante uma reunião pedagógica, que estavam discutindo de problemas de alunos que não eram meus. Ao ouvir uns comentários, no calor das discussões, fiquei pensando na palavra amor. Esbocei as idéias que queria no texto e fui deixando amadurecer. O resultado é o apresentado. Se em vez de vinho tiver gosto de vinagre, podem chiar. Comentário(s): Sábado, Março 01, 2008 Conversas de vestiário
- Fred, posso já te apresentar a minha amiga?
- Espera mais um pouco, pois tentarei voltar com a minha ex.
- Caramba, rapaz, ainda nessa?
- Poxa, ela era muito legal.
- Legal, e você enrola por quatro anos e não casa?
- É complicado. Não queria casar, agora que eu disse não e terminamos, entreguei os pontos e quero casar.
- E ela?
- Ela não quer mais. Nem se eu der um "Brasilino" pra ela.
- É, rapaz, a fila anda.
- Também, vacilão, comeu do potinho até beirar o prazo de validade. Você sacaneou a menina. Usou a menina dos 26 ao 29, achando que ela nào queria casar?
- É, Nelsão, ele não sabia se casava ou comprava uma bicicleta, comprou uma moto.
- Agora confessa uma coisa pra gente, Fred. Porque vc não quis casar com ela? Você gosta da fruta, né?
- Que da fruta o que, ele gosta mesmo é do legume (e o vestiário todo desaba na gargalhada). Comentário(s): Huachaferías
"- Tú nunca vas a vivir tranquilo conmigo, te lo advierto. Porque no quiero que te canses de mí, que te acostumbres a mí. Y, aunque vamos a casarnos para arreglar mis papeles, no seré nunca su esposa. Yo quiero ser siempre tu amante, tu perrita, tu puta. Como esta noche. Porque así te tendré siempre loquito por mí."
E quando eu falo que Lily é o sonho de consumo de todo homem, a mulherada quer bater em mim. hehehehe
Comentário(s): Domingo, Fevereiro 24, 2008 Coincidências
Filme de enredo previsível e cenas dispensáveis. Todavia, com tiradas ótimas.
Um bom filme pra passar o tempo, mas não pra ganhar Oscar. Ainda acredito que Onde os Fracos não têm Vez ganhe o Oscar de melhor filme. (não comentei esse filme, mas creio que vale a pena assistir esse faroeste revisitado. Uma ótima atuação do coadjuvante e muito fora dos padrões atuais de cinema).
Será uma tremenda surpresa se a atriz ganhar. Eu apostaria na protagonista de Piaf.
Coincidência por ter feito a unha nesse dia e ter procurado Tic-Tac pra comer e não ter achado. Sem falar na personagem envolvida se chamar Katrina. hehehehe
A temática é semelhante ao de O dia em que meus pais saíram de férias, todavia, com um olhar mais fiel e sem "adultecer" as opiniões. Creio que em animação, nenhum consiga roubar a estatueta deste filme.
Críticas à animação? A música tocada não era Iron Maiden, nem aqui, nem em Marte.
E tem pai que merece um Oscar Sem-Noção. Filme que trata de Revolução Islâmica, Guerra Irã-Iraque, Irãgate e radicalismo islâmico, e o pai leva uma menina de aproximadamente 8 anos pra assistir.
Onde que entra a coincidência? "E imaginar que eu tive de ler aqueles textos bobos que ele escrevia e fingir que eram ótimos." hahahahahahahahaha Comentário(s): Terça-feira, Fevereiro 19, 2008 Camarão
- Nelsão, que corpão hein?!
- Realmente.
- Do jeito q tou atacado, até bujão de saia tou traçando!
- Ah, nem vem, tem mó cara feia!
- Eli, nem vem, pra isso tem o esquema camarão.
- Camarão? Como é que é isso? (mulher ama achar defeito em outra, e nunca entende as tiradas)
- Arranca a cabeça e come o resto.
- Flávio, eu, tonta, fui perguntar pra esses dois trastes o que era mulher camarão.
- Calma, Eli. Deixa-me amenizar então. Vou te contar uma entrevista que eu vi do Olacyr de Moraes.
- Conta, conta, conta.
- A entrevistadora ao se deparar com a situação, um senhor já em idade avançada com duas mulheres de 18 anos, não resistiu e alfinetou: "Não é importante que elas te amem também?"
- Sim, e o que ele respondeu?
- Ele foi natural, virou e respondeu: "Olha, eu vou para o restaurante, e peço camarão porque eu amo camarão. Não quero saber do preço, nem se o camarão me ama, vou lá, como, e pronto." (nem precisa falar quantas abdominais fiz ao rir disso) Comentário(s): Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008 Papo de vestiário
- Chico, a aula de spinning esta forte demais.
- Nem me fala, eu tava morrendo na terceira música. Já tinha feito transport e musculação antes.
- O que me alenta não é mais conseguir perder o peso, mas sim pedalar no seu ritmo.
- É complicado perder peso. Eu com 31 já estou apanhando. Tenho jantado menos.
- Eu tenho quase o dobro da sua idade, então imagina como é pra mim. Mas de noite, eu continuo jantando meu pratinho. A esposa bota na mesa, e eu como, seja lá o que for.
- Também, experimenta não comer pra você ver. Com certeza vai ouvir: “Quando estava comigo, você não se cuidava, ta se cuidando pra quem?” Ou “Com qual piranha jantou fora?” Melhor comer. hehehe
- Chico, Chico, quem não te conhece, tem convicção que já foi casado. É bem por aí.
- É por isso que eu ainda não casei. Sei o que me espera. hahahaha Comentário(s): Material nupcial
De pie como un cerezo sin cáscara ni flores,
Pálido, desbordante,
La pondré como una espada o un espejo,
La inundaré de amapolas y relámpagos,
La haré huir escapándose por uñas y suspiros,
Debe recorrer durmiendo por caminos de piel
PS: Cito esse poema por um motivo bobo: Ricardo transou com Arlette recitando tal poema (personagens do livro Travesuras de la niña mala, de Mario Vargas Llosa). O poema é de Pablo Neruda. Comentário(s): Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008 La velocidad de las cosas
Dizem que o ano do rato é o ponto de partida para as grandes realizações, deve ser por isso que eu tenha voltado a ler. E no presente momento, degladio entre três livros: Travesuras de la niña mala, La velocidad de las cosas e Visual Basic para aplicativos Office.
Trechos interessantes do livro La velocidad de las cosas, de Rodrigo Fresán:
"Contamos historias para asegurarmos de que estamos vivos." Joan Didion
"Contamos historias y oímos historias porque vivimos dentro de historias." John Barth
"O nostras vidas se convierten en historias, o no habrá manera de darles algún sentido." Douglas Coupland
"La propia vida non existe po sí misma, pues si no se cuenta, esa vida es apenas algo que transcurre, pero nada más" Enrique Vila-Matias
Deve ser por causa disso que eu criei este bló. Para viver a minha vida, minhas histórias, e compartilhar as minhas alegrias e decepções, sejam verdadeiras ou fictícias. Comentário(s): Terça-feira, Fevereiro 05, 2008 Aperitivos extras com pimenta
Nos devaneios de feriado, lembrei de algo simples e tosco: sobre a faixa da queima de gordura.
Alguém já reparou que durante o ato sexual, tanto o parceiro quanto a parceira ficam com as bochechas rosadas e um ligeiro cansaço? Está aí uma forma de entrar em forma. hahahahaha Comentário(s): Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008 Torresmos
Desde os primórdios, o ser humano se alimentou para sobreviver. Hoje, além de garantir a perpetuação da espécie, o alimento é fonte de prazer também. Comparando grosseiramente, a grande diferença com o passar do tempo é que não se caça mais o alimento, muito menos passam grandes períodos em jejum. Basta ir ao mercado, clicar o mouse ou realizar uma ligação que o alimento "caminha" até a porta. E o simples fato de caminharem por nós já é motivo suficiente para ganharmos uns quilinhos ou gordurinhas indesejáveis. Neste ponto, seja por vaidade ou necessidade, agimos de todas as formas para cometer um crime doloso contra essa energia extra estocada.
Ninguém escapa da possibilidade de acumular gordurinhas, e tudo é motivo para favorecer o acúmulo: convívio social, ambiente de trabalho, celebrações, estresse, entre outros.
Já fui tachado de antipático por driblar o lanche da tarde só porque os lanches eram sempre recheados de refrigerante, doces e sanduíches com carnes preservadas e queijos. Assim como já fui careta de ir a uma "hora feliz" para beber água, em vez das calóricas e prazerosas bebidas alcoólicas. Sem falar nos almoços de negócios, em que tudo que é bom, engorda, e o único lugar que emagrece é no bolso. E quem nunca destruiu vorazmente uma barra de chocolate por estar emocionalmente abalado?
O estrago já foi feito, e agora está na hora de reajustar os exageros. Muita gente come em excesso e aí vai à academia "malhar" o dobro para queimar o excesso. Funciona? Nem sempre. Eis o motivo de eu criar este post. Vamos à batalha.
Primeiro, o organismo gera energia através da queima de açúcares. Essa queima que nos dá energia pra respirarmos e mandar oxigênio para o corpo todo. Mesmo estando em repouso, há uma quantidade de queima de gordura, por menor que seja.
Em pessoas sedentárias, essa será sempre a faixa de queima de açúcar, por menos que ela coma. E qualquer excesso que não é queimado, vira gordura.
Durante o exercício físico, podem acontecer duas situações: queima de gordura e resistência.
Na faixa de queima de gordura, o seu organismo identifica como um limite de pulsação que é necessário mais energia que o usual, e com isso, ele busca os açúcares presentes em seu corpo para gerar energia para tal atividade. E porque se chama queima de gordura? Depois da atividade física, durante o repouso (por isso, é importante dormir bem também), a gordura é assassinada para compensar o sumiço dos açúcares.
Em situações de resistência, o consumo de açúcares do corpo é em grande quantidade, e na ausência delas, não é a gordura a ser sacrificada, mas sim as proteínas. Com isso, em vez de mandar a gordura pro espaço, são os músculos que tão decolando. E quanto mais resistência adquirimos, mais distante fica a faixa de queima de gordura. Ou seja, cada vez mais difícil de queimar esse intruso. Mas depois de perder os músculos, eu não perco gordura também? Claro, mas o resultado aparece a longuíssimo prazo.
E o que todo mundo pergunta: como eu faço pra ficar na faixa de queima de gordura?
Em conversas informais durante a corrida na esteira com o Guilherme, professor da academia, essa zona é atingida somente depois de 10-11 minutos de atividade física. Se atingir antes, o tempo de queima de gordura é mínimo e já vai logo pra zona de resistência. Para quem não tem um freqüencímetro, a zona de queima de gordura é notada quando as bochechas do rosto ficam quentes e rosadas. Mantendo esse ritmo, de cansaço leve e suando pouco, seria o ideal pra queimar gordura. Tem gente que atinge esse patamar caminhando. Eu, por exemplo, só atinjo correndo a 11 km/h (buáaaaa).
Então, se eu ficar quatro horas nessa zona, eu queimo só gordura por quatro horas?
Não, porque a taxa de açúcar no seu corpo é limitada, e na falta das "gostosas", vai qualquer coisa. Então, o cansaço tende a aumentar, já que começa a se detonar o músculo e nessa situação, a fronteira com a zona de resistência é cada vez mais tênue. Por isso, não adianta ter pressa. Para evitar o acúmulo de gordura, além de se exercitar, é recomendável não se alimentar excessivamente.
Pelo que entendi então, se eu não comer, e só me exercitar, queimarei músculo e no fim gordura, certo?
Em termos. Em estados de jejum grande, todo o alimento que é ingerido vai ser estocado como gordura. Isso é herança do tempo das cavernas.
Para ficar em forma, além de complicado, requer perseverança?
Sim, e tudo ao seu tempo. Perdeu 200 gramas? Ótimo. Perdeu nada? Paciência, ao menos o seu corpo ficou mais tonificado e uniforme. E o ritmo de exercício já tá bem melhor que antes.
Então, depois de tudo isso que foi dito, basta malhar pra melhorar minha qualidade de vida?
O ideal é não cometer excessos pra depois reparar. Médico algum vai falar que é interessante ficar doente para depois remediar. Portanto, quanto mais controle tiver na alimentação, mais saudável será. Com ou sem exercício físico. Vale lembrar que as mitocôndrias, as geradoras de energia dentro de cada célula, têm seu tempo de vida. Se são muito utilizadas, elas diminuem a sua durabilidade. Logo, malhar muito mata também.
E como não somos programáveis como os softwares ou robôs, quem disse que seguimos à risca? Mas cada um sabe o quanto quer continuar ligado a este mundo, e creio que se caso sejam necessários alguns reparos, faremos com o maior prazer.
PS: Não criei esta postagem pra dizer o que é certo ou errado, muito menos definir o que seja um físico ideal. A "palavra" que me veio à cabeça foi: qualidade de vida. E isso pode se ter estando ou não fora de forma.
PS 2: Criei este post como forma de incentivar uma de minhas leitoras deste bló, lutando contra os quilinhos extras, e atingindo o objetivo passo a passo. Sabrina, confio em ti e aguardo o seu sorriso imenso no dia que atingir.
PS 3: Criei também para me encorajar a perder o meu excesso e parar de estuprar compulsivamente as gulas que meus olhos avistam ou que a minha mente devassa premedita.
PS 4: Espero que isso sirva de tutorial para todos que já desistiram ou que decidiram iniciar uma luta contra a balança. Inclusive a Miriam, com quem conversei brevemente sobre esse assunto. Que vivamos bem e bastante para aproveitar essa vida da melhor forma possível: com mais saúde do que já temos. Comentário(s): Template novo
Chega de dormir no bló, né? Agora, eu digito. hehehehe Comentário(s): Sábado, Fevereiro 02, 2008 Dejar solo un rato
Desentendimentos acontecem, e em alguns casos geram equívocos imensuráveis a ponto de abalar, inclusive, estruturas maciças. Depois de muito raciocinar sobre o motivo, creio que tenha sido por causa de uma palavra: ela. Em uma conversa paralela, usei a palavra ela como generalização de uma pessoa qualquer do sexo feminino.
Para quem escutasse de fora, poderia soar como se referisse a alguém em específico. Tanto que depois, achei estranho e corrigi logo em seguida. Porém, parece que o estrago já havia sido feito.
Déjà vu
2008 tem me dado a impressão de ser cíclica. Fatos novos que vêm e se repetem, com aspectos de serem fatos passados, mas sempre com uma pitada do inusitado. Longe de ser uma "vida seca", porém com a aridez e a aspereza características.
Déjà senti
Em tempos passados já senti a amizade tomando a barca do paraíso e eu seguindo rumo ao purgatório. Ah, Inês Pereira, o cavalo está prestes a me derrubar.
Jamais vu
Jamais perdi amizades por maiores que tenham sido meus deslizes, e torço muito que a minha sina se repita.
Déjà vecu
As novidades estão por vir, e se tiverem gosto de passado, que sejam para matar saudade do que já se foi bom ou do que se espera viver.
A areia dessa tempestade assentará, e olharemos para trás para ver o quanto caminhamos até o presente trajeto. A visão do percurso atravessado será mais clara e, quem sabe, não avistamos algo lá atrás que esquecemos de visitar. Déjà visité?
PS: Sempre prezei o bom senso. Logo, nunca faria alguém passar por situações humilhantes.
PS 2: Depois de tantos déjàs, será que é premonição pra eu ressuscitar deeja wu? hehehehe
PS 3: Se a minha sina se cumprir, acrescentarei um tópico prioritário a mais na conversa pessoal: Parallels Desktop. Somente a pessoa entenderá no momento oportuno.
PS 4: Por coincidência, um tópico prioritário envolve o assunto tratado nos mini-tópicos: Lily. Comentário(s): Quarta-feira, Janeiro 30, 2008 Não quero ser o último a comer-te
PS: Poema de Carlos Drummmond de Andrade em O Amor Natural. Estava junto do texto CMYK, que estou redigindo. Como não aproveitarei, posto aqui, para quem não o conhece. Comentário(s): Domingo, Janeiro 27, 2008 Danos irreparáveis
A vida não anda numa linha que contenha apenas momentos maravilhosos. Imprevistos estão presentes, e não sinalizam quando podem ocorrer. Em muitos casos, são capazes de desequilibrar emocinalmente uma pessoa.
Hoje ocorreu um fato pra lá de inusitado. Tempo nublado, pós-chuva, com ruas parcialmente molhadas. Resolvi ir à academia pra queimar um pouco de calorias e lá vou eu de carro e som no carro.
Durante o caminho inteiro, tudo tranquilo, cantando Losing my religion, e ao chegar perto da academia, uma Pajero io de Catalão, Goiás, sai de uma rua transversal sem olhar. Quase que enfio o meu carro na lateral deste carro. Manobristas... os carros não são deles, andam no limite, judiando do carro. Mas o imprevisto maior está por vir ainda.
Ao chegar perto de escolher uma vaga para estacionar, reduzo a velocidade e decido pela vaga perto do meio-fio. Carro na segunda marcha, passo rente ao meio fio, desvio de poças d'água enquanto olho as pernas de uma aluna que estava fuçando o porta-malas do carro dela, e estaciono (antes de chegar à vaga escolhida, haviam guias rebaixadasm onde poderiam estacionar 5 carros).
Ao sair e trancar o carro, a loira das pernas bonitas me aborda (não, não me passou uma cantada):
- Olha o que você fez, me molhou com água suja da poça. Da próxima vez, presta mais atenção na rua e menos na música.
- Mil desculpas, moça. Mas eu até desviei da poça. Sinto mujito q tenha te molhado.
- Tem que prestar mais atenção, a água é suja.
- Existe algo que possa vir da minha parte para reparar tal dano? Se quiser eu te pago a lavagem das peças danificadas.
- Não, vocês jovens não respeitam mais os mais velhos.
Depois dessa, desisti de pedir desculpas e fui fazer a musculação. Ela passou o tempo todo de cara amarrada, inclusive na hora de ir embora. Realmente, acho que eu sou desencanado demais, enquanto outras pessoas rancorosas demais. hehehe
PS: Adorei ser chamado de jovem. hehehehe
PS2: Ela estava de calça preta, e tinham apenas alguns respingos.
PS3: Eu deveria ter ido de moto. hahahaha Comentário(s): Terça-feira, Janeiro 22, 2008 A gota d'água
Maus tratos nunca são bem vistos em momento algum. Ainda mais quando se é cliente do estabelecimento. Muitas vezes nem é o mau trato em si, mas o péssimo atendimento que vigora quando se encontram situações adversas. Em momentos de dificuldade, de vários motivos concorrendo por atenção, é hora do gerente gerir a situação de forma que atenda a todos.
Neste domingo, eu me senti como uma mosca pousada numa mesa (mas creio que as moscas receberiam mais atenção que eu, já que são intrusas e mal vindas no local). Grãos da minha máquina de café expresso estavam no fim, e fui ao Café do Ponto do Morumbi Shopping em busca de grãos aromatizados com amêndoas torradas.
5 minutos, e atendentes, gerentes passeando e passando por mim e nada. 10 minutoes e nenhum sinal de atendimento. 15 minutos foi o meu limite, ou virei espectro, ou simplesmente não queriam me atender. Não é qualquer pessoa que entra num estabelecimento como aquele e deixa 40 reais em uma compra. Como acham que isso não é nada, paciência. Deixei de comprar e mandei uma carta ao SAC.
Segue abaixo a carta que enviei:
"É com tamanho pesar que venho através desse serviço reclamar da qualidade de atendimento de uma de suas Franquias. Saí da Fnac do Shopping Morumbi às 14:04, com comprovante de compra datado para este domingo, 20/01. Dirigi ao Café do Ponto, para comprar grãos de café aromatizado e fiquei aguardando. Nada de ninguém me atender. Uma pessoa, que me aparentou ser o gerente (um senhor alto e "fora de forma") optou por dar ordens ao caixa e outros funcionários devido a uma goteira presente em vez de ver que havia um cliente interessado em comprar 500 g de café aromatizado em grãos. Esperei até às 14:20. Cansei e fui embora.
Não sei como funciona o atendimento, mas creio que o atendimento deveria privilegiar o cliente, já que goteiras não compram grãos.
Devido ao interesse desta loja em atender às goteiras, opto por não comprar mais grãos neste estabelecimento. Já andava meio insatisfeito pagar com cartão de débito, já que meu cartão American Express não é aceito. Agora apareceu um motivo extra pra não comprar mais. Uma pena. Torço para que o atendimento melhore e não perca mais clientes." Comentário(s): Quinta-feira, Janeiro 17, 2008 El estilo de escribir
"... tal vez, ahora que lo pienso, el estilo de un escritor no sea otra cosa que el fantasma de sus carencias más que la realidad de sus virtudes. A ver si me explico: uno acaba resignándose a lo que sabe hacer, va arrojando por la borda aquello que nunca hará bien y, al final, los demás perciben como logros lo que en realidad es el sedimento aprovechable y, con suerte, cada vez más ennoblecido y depurado y perfecto de los fracasos. Lo que a un escritor le salió cuando en realidad quería hacer otra cosa y que, con el paso del tiempo se va solidificando en lo único que éste puede hacer bien, en lo que hace como nadie. A un lado, claro, queda toda esa obra espectral. Todo esos libros que uno hubiera querido firmar pero no pudo. Así, el estilo y la obra serían como la antimateria y quizá, quién sabe, en otra dimensión, al otro lado de un agujero negro, hay un James Matthew Barrie o un Peter Hook escribiendo perfectas y realistas novelas de amor para adultos cuando en realidad quieren escribir a Peter Pan o a Jim Yang. Saludos a ellos desde aquí. Saludos a sus fantasmas."
Novamente o velho tema de volta: o que leva um escritor a rabiscar? Isso é uma opinião que cutuca várias pessoas que escrevem, inclusive eu. Senti revolta, tesão, arrepio, e um monte de poréns, por isso compartilho esse trecho aos leitores deste bló. Um pouco mais de lenha pra fogueira. hehehe
Comentário(s): Segunda-feira, Janeiro 14, 2008 Jack Palance, o Retorno
Fazia muito tempo que eu não acessava as salas de bate-papo. Para matar o tempo, enquanto visitava um monte de blós, deixei uma janela aberta numa sala de bate-papo. No início, sempre uma conversa legal, e creio depois do bom começo, entra o fator MSN/ICQ.
Defino fator MSN/ICQ como um ativador de atrevimento e inibidor de noção nas pessoas. Pessoas que se comportam exemplarmente na maioria das vezes em uma sala convencional, perdem as estribeiras quando a conversa está no tête-à-tête.
- Você sempre entra no chat, né?
- De vez em quando, nem sou tão fanático assim.
- Estou te vendo lá, conversando com uma tal de Ana. (Hãaaaaa?????????? E é da sua conta?)
...
- Eu entrei e te beijei no chat e você nem me respondeu...
- Se você soubesse com quantas janelas eu tenho abertas aqui, não me cobraria isso. Aliás, quem é você pra me cobrar isso?
- Sua amiga, ué...
- Cobrar num dia que eu cheguei bêbado, e estou numa ressaca? hahahaha
- Então, não custa nada conversar comigo lá e aqui...
- Custa sim. Ou fica só aqui ou só lá. Já tou perdido diante tantas janelas e ainda quer me dar trabalho? Que amizade...
- Ok, ok, ok. Fico só no MSN. (Entendem o porquê eu odeio o MSN? hahahaha)
- Ufa.
- Confessa uma coisa pra mim. Você está conversando com uma garota no reservado, e me forçou a ficar só no MSN para não ter o mínimo de trabalho de trocar de apelido na hora de conversar com ela, e mandar mensagem errada, que possa te comprometer, certo?
- Mulher é o ser mais masoquista da face da Terra. Tem uma imaginação tão fértil que se "chifra" sozinha. (Ela mereceu tal resposta. 1 - nunca prometi exclusividade. 2 - nunca assumi compromisso algum. 3 - adicionei bem a contragosto no meu MSN. Se bem que quase não uso mais esse mensageiro.)
O mais divertido foi que eu tinha conversado sobre tal assunto na noite anterior com uma amiga. O assunto envolvido foi exatamente a falta de noção de espaço. A maioria das pessoas dá espaço para que os outros se sintam mais confortáveis, e com isso, muitas já se acham a dona do pedaço, com direito a reivindicações e críticas agressivas.
Pessoas num processo de seleção chamadas para a entrevista, que já se acham donos da vaga oferecida. Isso porque eu não tava nem selecionando ninguém. Estava apenas conversando e passando tempo.
Isso me lembrou uma conversa bem pré-histórica que tive com o Mapingua Pai, amigo de longa data, dos tempos da USP:
- Chinês, tem muito cara sem noção nessa vida.
- Como assim?
- Sabe aquele ditado "dá a mão, quer o braço"?
- Isso é o que mais tem no mundo.
- Eu não suporto gente assim. Tá achando que é a cada da Mãe Joana?
- É, você oferece carona por gentileza, e ela já vai, abre a janela, bota os pés no painel, liga o ar e sintoniza o rádio na estação dele.
- Hahahahahahaha, exatamente. Comentário(s): Domingo, Janeiro 06, 2008 Presente mais do que perfeito
Eu já perdi as contas de quantas vezes me vesti para arrasar, arrancar olhares alheios, suspiros, lábios entreabertos, olhares surpresos, entre outras reações previsíveis.Inúmeras vezes me produzi também só para te deixar orgulhoso de estar em sua companhia. Sem exceção alguma, perdeu as rédeas e provastes que estava no caminho certo.
Hoje resolvi presentear. Estou disposta a me vestir só para te provocar. Envolta de tecidos delicados e pomposos, só para desembrulhar. Suas mãos que abriam delicadamente não se conterão e rasgarão o embrulho, e eu não me importarei com sua inquietação.
Mais que mãos irrequietas, espero lábios perplexos, sem palavras, cobertos de carinhos, beijos, suspiros, que transbordam e espalham livremente, contagiando cada respiração profunda, atingindo cada gemido, derrotando cada hesitação.
Surpresa? Nenhuma. Sempre soube o que o embrulho valorizava: o que sou, o que busco, e o que confidencio. Surpresas virão das suas reações, do seu jeito de querer tudo, tentando recolher com as mãos, sorver com os lábios, prender com os olhos, guardar com uma inspiração profunda, roubando gradativamente a minha alma.
Não espero descobertas, a cada parte descoberta haverá seu alento, incremento, que vedam cada sentimento que extravase, seja pelo seu jeito frio e calmo, seja pelo seu jeito desesperado, com as mãos, a boca, ou da forma que julgar mais conveniente. Pele e sussurros em braile guiam essa inquietação, ansiedade, em busca de seu abrigo, suficiente para me aquecer com esse pedaço de mau caminho. Caminhos totalmente tortuosos, retardam ao máximo minha fluidez, saciando a sua sede aos poucos. De pouco em pouco, dentro de meus limites, de minhas ressalvas, reservo muito de ti ainda.
Sensações se concentram, e guardam dentro de mim todos os sonhos do mundo. Desejos que se realizam a cada gesto, toque, apenas para sentir pelo toque o quão frágil estou. Tamanho carinho de uma suavidade brusca que se intensifica, me machuca. Quero gemer alto, chorar, gritar. Gritos de menina, q entregam cada sentimento inocente, puro. Menina recolhida nessa fantasia de mulher, disposta a te entorpecer com entregas, arrepios, retribuições, sussurros à flor da pele.
Compasso palpitante, contradizendo suas intenções, minhas intenções param de me responder, e meus lábios se contradizem, ofegam por um último suspiro. Infinitas palavras, de combinações apaixonadas, recheadas de amor, carinho, tesão, volúpia, vulgaridade e pitadas de provocação. Quem se importa, são ditas preferencialmente a ti.
Minhas garras te prendem, meu calor se condensa e flui em torno de ti. Não quero parar, quero cessar minha visão, quero o cintilar das estrelas se espalhando, uma estrela cadente arrepiando por um desejo de esvair os sentidos. Vozes consonantes se escondem, e não te percebo, nem me escuto, a visão que se distorce, cores diversas se unificam. Branco neve, ou preto sólido? Pouco importa: uma morte anunciada e encomendada - nem sequer reluto em esquivar.
Em quais mundos pousei? Onde estou? O que restou? Não sei nem mais quem sou, nem em qual corpo renascerei. Não faço a mínima idéia de como te chamar. Sonho com seu peito para me aninhar, seus braços para me proteger, e sua respiração a me zelar. Vítimas silenciadas pela cumplicidade, olhares tenros e exaustos se complementam, encaixam, ressuscitam.
E nesta sinfonia sem sentido evidente, cada preciosa nota será guardada, e agradecerei sempre à sua preferência. Volte sempre.
PS: Katrina Rosencranz é um de meus heterônimos. Acho q seria errôneo registrar o texto como de autoria de Francisco Wu, sendo um texto com eu lírico feminino.
PS 2: Não sei por qual motivo esse texto foi pedido como presente de Natal. Se Papai Noel, condução, vôo e menstruação atrasam, creio que eu possa atrasar também. hehehe
PS 3: Palpitaram para eu colocar uma foto mais sensual. Logo, eu peguei uma foto da Flávia Reinert do Bella da Semana, editei e postei.
Comentário(s): ¿Autobiográfico?
"Para eso sirven los libros cuya escritura y trama tienden a ser invocadas de forma imperfecta pero completa y que, automáticamente, como un reflejo, nos conectan con nuestra propia experiencia. La lectura es un ejercicio comparativo; la literatura – el acto de escribir y de leer – es la manifestación física más próxima y parecida a la memoria que ha conseguido el hombre. Así, toda novela es inevitablemente autobiográfica para quien la escribe y la cierra; pero también lo es para todo aquel que la abre y la lee."
Outro trecho do livro Jardines de Kensington, de Rodrigo Fresán.
A origem deste post foi exatamente uma opinião que recebi sobre um texto que havia previamente escrito, e sobre o questionamento da possibilidade de eu ter vivido tal fato. Nem sempre vivemos os fatos descritos, todavia, ressalta que em alguns casos, embelezamos atos que ou não tivemos coragem de cometer, ou simplesmente maquiamos algo de beleza questionável aos nossos olhares que alguém possa ter cometido. Exatamente como no caso de um protagonista desse livro: James Mathew Barrie, que modifica o testamento, simplesmente pra melhorar sua escrita e atingir simultaneamente seus objetivos. Comentário(s): Quarta-feira, Novembro 28, 2007 Ah, a lista dos filmes que assisti este ano:
- Número 23. Final meia-boca, mas assistível.
- Um Crime de mestre. Idem ao anterior.
- 1408. Gosta de suspense. Um must watch.
- Sapatos vermelhos. Terror ao estilo oriental. Macabro e ótimo.
- Cassino Royale. UM LIXO. Parecia Steven Seagal, e não James Bond.
- O ilusionista. O amor é lindo. muito bem elaborado.
- Motoqueiros selvagens. Muito bom para rir.
- Viagem a Darjeeling. Quer rir da desgraça alheia? Um ótimo filme pra reconciliação familiar. Comentário(s): Em processo de elaboração de dois textos. Um fala de amor, e o outro de paixão. Um em terceira pessoa, e outro em primeira. Creio que publique primeiro o de primeira pessoa em heterônimo. Em breve.
Uma prévia do que vem no parágrafo abaixo, no textop em terceira pessoa. Sujeito a alterações.
"O clima não é mais o mesmo. E na onda do superaquecimento global, tudo parece colaborar para que tal fenômeno piore a cada dia que passa. Congestionamentos intermináveis, consumo elétrico desenfreado, poluição sonora e visual. Detalhes que fazem o mundo perder o encanto das cores e adquirir uma tonalidade sépia.
Nesta gama infindável de cores, o encontro de duas tem data e horário marcado: Pedro e Miriam.
Ele, com suas manias, preso no trânsito, ouvindo jazz pra devanear do caos megalopolitano e olhando estrelas cadentes passando entre os retrovisores. Das várias oportunidades, apenas dois desejos: chegar logo em casa e se distrair do dia desgastante que teve.
Ela, com suas neuras, enfiada dentro de um trem metropolitano, com fones sintonizados em música popular que murmuravam versos amorosos, ou seriam de lamento? Se quisesse ser estrela? Ser rainha? Ter uma ilha no Pacífico? Um bangalô em Copacabana? Não, nada disso. Ela só quer, só pensa em namorar."
Comentário(s): Metas para 2008
Comentário(s): Conquistas de 2007
1 - Consegui pintar a casa com esforço próprio. Material e mão -de-obra por minha conta. Nunca pensei que pintar a casa fosse custar tanto. Valeu cada centavo gasto.
Comentário(s): Lamentos de 2007
1 - Não ter conseguido um emprego decente.
Comentário(s): In the State of Trance
Logo após o meu aniversário, eu havia prometido uma festa trance. Foi neste mês que passou, e inicialmente ocorreu só pra cumprir promessa. Estava totalmente desanimado para fazer uma festa, pois tinha planos e digamos que em termos de planos, poucos se concretizaram, não por falta de vontade minha, mas por forças alheias.
Algumas palavras me serviram de alento e outras me ajudaram a superar essa recaída. Para isso, juntei meus CDs, 12'', MP3s e fui.
Local reservado, público restrito, e aparelhagem escolhida a dedo.
Nesse ambiente, fui dias prévios à festa para ensaiar um pouco e desenferrujar os dedos. Para a minha surpresa, caixas de som omnidirecionais. Como assim? Exemplificando em palavras leigas, existem modos de rodas o som. fazer correr de caixa em caixa, e ir utilizando o gradiente para dar impressão do som rodar. Isso é o que a maioria dos Home Theaters e cinemas de hoje fazem. Isso é o que se dá pra fazer pelo mixer também. Outra coisa é gerar um som que vem como uma folha ao vento, que não tem programação certa de chegada, e vem aleatoriamente, muito próximo do real.
Foi aí que resolvi testar tudo o que aprendi nesse passado remoto de dj e lembrar muito o que Brian transeau falou uma vez sobre o som harmonizar com os seus sentimentos.
Trance no sentido literal da palavra significa tocar uma música que te leva ao transe. E foi aí que através de delírios, resolvi usar o mixer pra criar esse som omnidirecional.
Todavia, sabe o que eu notei? Tudo bem que vc pode fazer tais perfomances ao vivo, mas se quiser só ter o trabalho de trocar as faixas e fazer o que muito dj de rádio faz, os arquivos a serem tocados não poderiam ser wav, cda ou mp3, mas sim ifo, que são equivalentes aos de DVD e blu-ray.
A sensação ao vivo é surpreeendente. A pessoa sente que o som foi feito pra ela, pois o som roda a pista, em vários níveis, inferior ao superior, frontal ou reverso. O suficiente para deixar uma pessoa em transe. Os trechos lentos do trance eram extasiantes, vi muita gente emocionada e chorando e outras sorrindo de queixo caído.
Foi deste ponto que surgiu uma idéia pessoal e aí pode ser que volte como dj pioneiro a desenvolver o trance omnidirecional. São apenas devaneios. Vamos ver o que dá.
O set em si? Várias músicas clássicas e umas que eu trabalhei muito em cima na omnidireção, como essa nova do Thrillseekers citada abaixo. Outras que ue lembro q empolgaram? Blank & Jones - The Hardest Heart, Tiësto - Dance4life (com o vocal do Faithless Maxi Jazz), Delerium - Angelicus (deejawu progressive trance big mix) e o que foi puro delírio: Kraftwerk - Radioactive (William Orbit remix e deeja wu rework).
Assim que adquirir novamente os mixers e as pick ups, eu tentarei montar um arquivo de IFO para os meus leitores ouvirem. Comentário(s): Waiting here for you
Day and night divided
Comentário(s): Muito tempo sem postar, e hoje vem um daqueles posts gigantescos. Procurarei dividir tudo em pedaços. Lembranças Fictícias de Abóbora em 20:03Comentário(s): Quinta-feira, Outubro 04, 2007 A una chica de ojos rasgados
“Aun conservo el tacto de nuestra última conversación en los labios y me humedece la mirada el sabor aterciopelado de tu sonrisa. ¿Y si me enamoro, nena, has llegado a pensarlo? ¿Sabes el daño que podríamos llegar a hacernos? ¿Has sentido ya el hálito pútrido del desamor en tus huesos carcomiendo como un maldito cáncer el alma? Para el desamor no hay cura, nena. Ni clonacepan, ni aspirina, ni noviembres en vela. Nos quedará a lo sumo el salto sumarísimo al vacío desde la altura de los desencuentros. Desde el confín de la inexistencia a la nada, de un salto y sin morfina.
Pero ahora, antes de que no seamos más que escarcha en la memoria del mundo, acércate y déjame ver como se te cae la ropa. Como tu vestido pierde la memoria de la forma que le insinuó tu cuerpo. Déjame verte. Déjame jugarme un futuro con perro y jardín a las afueras, nena, de leche hirviendo y niños sentados a la mesa. Doble o nada. Entre tus piernas. Debes saber que voy a recorrer tu espalda con mis manos y luego podrá suceder cualquier cosa. Y quizá seas tu quien se enamore, debes saberlo. Pero ahora acércate.
Acércame a la memoria del olvido. Enreda tus mentiras entre mis manos y deja que nuestros alientos se entrelacen entre un universo de curvas, rectas y formas extrañas. Y deja que todo lo demás forme parte del limbo. No hay nada más allá. Ya vendrá un mañana con su atardecer inquietante. Ahora seamos solo el recuerdo de un sueño. Ya habrá un mañana de facturas y cariño. Un futuro con dolorosas heridas en el alma o paseos al anochecer bajo la luna. De todo o nada, esa es la apuesta. En tu mano está jugarte la vida en un pulso y volver para contarlo.
Pero ahora, quitate la ropa… quiero jugarme la vida entre tus piernas."
Avalon Comentário(s): Quinta-feira, Agosto 16, 2007 "Nuestra breve vida – la construcción de nuestra biografia, de nuestra personalidad – no es otra cosa que el intento inútil de acomodar nuestro verdadero gen temporal. Algo mucho más importante que um signo del zodíaco para orientarse em el caos de la era que nos tocó padecer em la ruleta del tiempo. Leonardo da Vinci, estoy seguro, debe haber sufrido mucho. Hay excepciones, claro: The Beatles (por más que mi padre los odiara), Johann Gutenberg, Pablo Picasso, Bill Gates. Los hombres indicados para el momento justo."
Trecho do livro Jardines de Kensington - Rodrigo Fresán Comentário(s): Sábado, Agosto 04, 2007 Telegrafia
Comentário(s): Quinta-feira, Julho 26, 2007 Pensamentos esvoaçantes que não têm permissão de pouso
A reforma das duas pistas do Aeroporto de Congonhas mais a reforma estética do aeroporto custou ao Governo Federal 300 milhões de Reais.
Realizei um estudo visual através do Google Earth e constatei que há em torno de 550 casas desapropriadas caso aumentassem a pista principal e auxiliar em 1000 m. Supondo que cada casa desapropriada embolsasse 500 mil Reais, o valor total de desapropriação seria de 275 milhões de Reais.
Com pistas beirando os 3000 m, tanto os Boeings 737 e os Airbus A-320 pousariam e teriam 500 m de área de escape.
Por qual motivo não se investiu na infra-estrutura?
Indiscutivelmente duas megalópoles mundiais.
Nos anos 20, o Aeroporto de Kai Tak foi construído o que atualmente é próximo à região central da cidade.
Nos anos 30, o Aeroporto de Congonhas é levantado e atualmente é próximo à região central da cidade.
A pista do Aeroporto de Kai Tak é de 3400 m, e lá pousavam inclusive Boeings 747.
A pista do Aeroporto de Congonhas é de quase 2000 m, e é considerada pequena para Boeings 737 e Airbus A-320.
Em 1998, para preservar a segurança da cidade, o aeroporto de Hong Kong saiu de Kowloon e foi pra Ilha de Lantau, próximo ao porto de Aberdeen.
Em 2007, o Aeroporto de Congonhas era um dos mais movimentados até o acidente do vôo 3054.
Em 2005, estive neste aeroporto de Hong Kong. Tive que andar de uma asa a outra. 25 minutos em esteiras rolantes. Para ir à cidade, existe um "metrô" que sai do aeroporto e deixa os passageiros no centro da cidade.
Em 2005, tanto Congonhas e Cumbica ainda não possuem transporte público, apenas o Airport Service, que custava 24 Reais por destino.
Hong Kong era Reino Unido, agora China.
São Paulo é Brasil.
"Não sei se tem alguém aqui que não tenha medo de avião. Eu entrego minha sorte a Deus. Entrego porque estou na mão de um comandante, de uma máquina, das intempéries que nem sempre o ser humano consegue controlar. Mesmo assim, sou medroso de andar de avião. Confesso isso publicamente porque não é vergonha de dizer que tem medo." Lula
"Se pudesse pedir a Deus, pedia para ser o último acidente. Não será. Deus queira que não aconteça no Brasil, mas pode acontecer em função de dezenas de coisas." Lula
Uma pessoa pública sabe que será avaliada por cada palavra dita. É pra isso que existem os assessores e auxiliares. Avaliam o discurso e retiram os trechos que podem causar gafes.
Infelizmente, os contratados pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República é um que faz "top-top" e outro que encoxa o ar, ambos pra lá de obscenos.
Evidência de que o discurso foi feito às pressas, assim como muitas reformas deste país.
Deus queira que não aconteça em nenhum canto do mundo.
Quando adquiro uma passagem, eu não entrego a sorte a Deus. Se eu gasto 500 Reais numa passagem de ida e volta, acredito que está incluso nesse valor os gastos de manutenção da aeronave, o treinamento periódico dos pilotos, e infra-estrutura decente para que não haja acidente algum. Para isso, é necessário profissionalismo e competência, e não sorte e fé.
Enquanto continuarmos rezando e crendo que o país crescerá, continuaremos nesta farsa que sempre foi. Comentário(s): Quarta-feira, Julho 18, 2007 O que falar, novamente?
Julho está um mês atípico.
Nunca pensei em fazer de São Paulo a Atibaia em menos de 47 minutos. Programei um set de trance com esse tempo e antes do set acabar, eu cheguei.
Ninguém preveu a goleada do Brasil na Argentina.
Nunca imaginei que nesse aquecimento global fosse cair uma chuva que gelasse tanto a cidade de São Paulo.
E foi essa chuva que causou uma catástrofe imensurável.
Estima-se que morreram em torno de 200 vítimas neste acidente.
E num país de quase 200 milhões de habitantes, eu não devo conhecer nem mil. E destes mil, o acidente me levou um dos que mais estimo. Uma amizade de longa data: Gustavo Martins.
Um nome comum, a ponto de ter milhares de homônimos. Ainda mais nessa megalópole ambulante. Mas destes todos, optaram por levar o nosso amigo economista.
Ele nadava na raia 5, junto com o Jean e eu na raia 4 com o Nelsão. No vestiário, muita baixaria machista, sendo que inclusive eu já postei uns por aqui.
Ninguém alcançava ele nas séries de perna. Muito menos nas metragens de explosão. Em resistência eu dava canseira nele, mas isso não convém ao caso.
O fato que sempre marcou na piscina era o revezamento que fazíamos pra bater uma outra pessoa: Limpinho. Como as séries eram grandes, ele dava todo o gás no começo das séries para chegar na frente do rival, e eu caprichava nas últimas. Em outras palavras, sempre quebrávamos o ritmo dele.
O foco dele sempre foi o triatlo, tanto que ele pedalava e corria aos sábados. E de noite, lá ia ele e eu nas baladas de trance pra ouvir muita música decente. A diferença que ele sempre ficava com as gostosonas, e eu continuava dançando, em todos os sentidos.
Confessem. Ele tinha mais chances com a mulherada que eu. hehehe
Infelizmente, moro perto do local do acidente, e a cada decolagem ou pouso, dói ao lembrar que uma pessoa que animava as "madrugadas" de treino nos deixou involuntariamente. Uma pessoa que sempre me incentivou nos meus momentos de depressão e desilusão com a vida, e que eu procurei manter ao máximo junto da nossa turma de natação das 6 da manhã, o Comando da Madrugada.
Será difícil não ver mais aquele Xsara prateado no estacionamento. Mas relaxa, Gustavo, lembra do que você dizia no vestiário?
Pode deixar que falaremos de você. Assim como sentiremos a sua falta.
Comentário(s): Terça-feira, Julho 10, 2007 O que falar?
Digamos que seja um desses momentos coloridos que acontecem em nossa vida.
Ana Paula de Oliveira é linda sim, e que me desculpem os mais invejosos.
Além de linda, simpaticíssima, pois ainda conversou com todo mundo que pediu autógrafo, além de tirar uma foto com cada um.
Pelo pouco que conversamos, a CBF e a FPF apoiaram a decisão dela de posar nua, e ela aguarda a decisão da FIFA. Torço para que ela continue nos gramados.
Comentário(s): Quinta-feira, Julho 05, 2007 Esse filme não merece comentário algum. Bizonho.
Comentário(s): Erros
Comentário(s): Hoist the Colours
Tudo bem, a crítica desceu o porrete neste filme. Concordo parcialmente e tentarei explicar em poucas palavras.
Não é pelo patriotismo, mas sim pelos motivos que até hoje eu não entendi: Qual a função de Sao Feng no Filme? E porque tal troca?
Tirando isso, uma cena que me irritou um pouco foram os múltiplos Jack Sparrow. De resto, o filme é ótimo.
Consegue unir o primeiro, o segundo filme e mostram porque cada um tinha o seu devido valor.
A participação de Keith Richards foi hilária e o final digno de um filme.
Uma pergunta feita a Davy Jones que sempre encaixou em minha pessoa:
Meus últimos dois amores eu deixei por causa de mim mesmo. Egoísmo da minha parte. No primeiro, eu deixei por liberdade. No segundo por insegurança. No fundo, fui bem Jack Sparrow mesmo. Sei das minha limitações e sei até onde posso ir nas águas do amor. Optei por arrancar meu coração e aprisionar em um baú, oferecendo-na a uma deusa que vive em outro mundo, para que cuide com carinho de cada emoção que escorre em minha alma.
E acima de tudo: por mais atos que cometa, há sempre um código a honrar.
Quem disse que a vida é linda? Ao menos o filme é.
Comentário(s): Segunda-feira, Junho 25, 2007 Bang Bang, I shot you down
No acesso da Ponte do Morumbi à Avenida Roque Petroni Junior, aconteceu uma cena de cinema que me deixou atordoado pelo resto da manhã que estava a passar.
Após uma aula particular, para fugir do rodízio municipal de veículos, faço o contorno por fora do centro expandido pra voltar pra casa, almoçar e lecionar de tarde na escola. Eram 9:39 quando esse acesso mencionado estava parado. Com 5 carros à minha frente, parados. A via à direita havia carro algum. A impressão que tinha ficado é que atropelaram um cachorro ou um motoboy. Da nada, aparecem três protagonistas da situação.
Um de jaqueta azul recuando, e outro de jaqueta preta indo em direção dele. O outro de jaqueta preta observava a dupla do lado do meu carro. Do nada, o de jaqueta azul se deita no chão e outro o imobiliza que nem lutadores de jiu-jitsu. Eis que o trânsito anda. Mas ao passar de carro pelos dois, EPA, o que é isso?
O homem de jaqueta azul tava com uma pistola nas mãos. Não deu outra, acelerei o máximo que pude, e sumi do lugar. Vai que levo um tiro de brinde por ter entrado em pânico. No semáforo da Roque Petroni com a Chucri Zaidan, liguei pra polícia, avisando do fato.
A atendente notificou as viaturas para que fosse tomada alguma atitude, e não sei o decorrer da história, se o de jaqueta azul era mocinho ou bandido; só espero que não tenha um desfecho sangrento.
Comentário(s): Quinta-feira, Junho 21, 2007 Evidência versus Indício
Alguns minutos atrás, estive discutindo com um professor de química sobre um assunto, considerado por alguns professores como sendo evidência de reação química: a mudança de temperatura.
A grande maioria defende que a mudança de temperatura não é evidência de reação química. Eu me incluo nessa categoria. Ele defende que a mudança de temperatura é indício de uma reação química.
Resolvi fazer o que um advogado faz, e descobri que os dois estão certos.
De acordo com o dicionário Aurélio:
A mudança de temperatura é um indício que ocorreu uma reação química, mas ela em si não é suficiente para provar que tal reação ocorreu, diferentemente da formação de gás, formação ou dissolução de precipitado e mudança de cor.
Em outras palavras, a mudança de temperatura é um indício de uma reação química, e não uma evidência de reação química.
Uma palavra pode botar toda a causa no lixo. Comentário(s): Armani
No começo de Junho, a representação Italiana da marca Giorgio Armani decidiu rescindir o contrato com a Daslu. Até aí, grande novidade. O que a Daslu tentou fazer, simplesmente foi uma estratégia errônea. Restringir a entrada do público simplesmente travou as vendas. Encalhou coleções e simplesmente desvalorizou a marca no país. O comércio é uma bolsa de apostas, apostou errado, dançou.
Porém, o motivo desta postagem nada tem a ver com a saída da marca da Daslu, mas sim como tem gente que tem muita conversa e mal sabendo que se trata.
Num de meus trabalhos, vivo ouvindo Armani pra cá, Armani pra lá, Armani risca de giz, como se todos os ternos risca de giz fossem Armani, e que o outro tem mais de 10 camisas Armani no armário.
De raiva, fui de Armani outro dia pra ver se eles reconheceriam. Quem tem Armani, reconhece outro Armani, pelo corte e pelo caimento clássico. Dito e feito: tudo conversa. Nem sabem o que é Armani. hahahaha
Comentário(s): Decoração
Quem assistiu ao Miss Universo, teria opiniões parecidas com as minhas. Todo mundo sabia que a Miss Brasil era infinitamente mais bela que a japonesa. Todavia, eu havia apostado na Miss Coréia do Sul. Não apenas pela beleza, mas pelo conteúdo.
Não discordo nem um pouco da premiação da Miss Japão. A brasileira quis dar uma de malandra e respondeu o que soaria mais bonito. Infelizmente a Miss
Universo fará um papel semelhante ao que Lady Di fez, e para isso, não bastaria apenas a beleza. Sua resposta soou pra lá de falsa e isso queimou o filme da coitada. A japonesa deu uma resposta mais sincera, o que contou nos pontos finais.
Sua empresa contrataria quem para exercer função diplomática? Uma pessoa linda mas falsa ou uma pessoa não tão linda, mas honesta?
Comentário(s): Trancepiration
Existem fanáticos e fanáticos. Alguns agem sem pensar, cometendo inconseqüências, e outros atropelam tudo que é razão. Eu fui um deles ao fazer isso.
Quem mais seria louco de pegar um avião para a Inglaterra, passar um final de semana e voltar? Fiz isso só para ir a um festival de trance.
O evento mencionado era o Gatecrasher Summer Sound System. Valeu à pena? Cada centavo do bolso investido.
Dificilmente o Brasil conseguiria montar um line up equivalente:
Alguns proporcionaram orgasmos intermináveis, enquanto outros decepcionaram. Mauro Picotto e Marco V foram as grandes decepções em minha opinião, pois saíram do trance e entraram numa onda electro/techno que é ínsuportável aos ouvidos. Scott Bond não tocou devido ao fato da mulher entrar em trabalho de parto, mas seu colega Matt compensou sua ausência.
Engraçado como algumas músicas, mesmo depois de anos continuam nas listas dos djs. Silence, Airwave e Rapture foram algumas delas.
Nem precisa falar que eu trouxe CDs aos rodos, né? Mas o sonho de consumo que vi lá fora foi um tocador de vinil a laser. O vinil é inserido que nem CD e a leitura é através de feixes laser. Não precisa virar o disco, nem limpar, e ainda dá pra escolher as trilhas com o conforto que tem os aparelhos de CD atuais. Qualidade infinitamente superior aos CDs, inclusive os japoneses. O preço? 1500 libras esterlinas. Só... hahahahahaha
Depois deste evento dia 27 de Maio, apareceu outro aqui em São Paulo: Johan Gielen.
Ele é famoso, mas não tão pop quanto o trio Oakenfold, van Dyk e Tiësto. Arrisco dizer que o show dele foi melhor que a apresentação dos três no Brasil.
Como se não bastasse, os djs brasileiros não fizeram feio também. Jack e Fábio Stein tocaram no mesmo nível, não deixando o pique cair. Não é à toa que o Brasil começa a ser um cenário forte de trance. Ah, eu disse TRANCE, e não psy!!!
E para finalizar a onda "trance" no mês de Junho, rolou o meu aniversário na praia, em que montei um set com nada mais nada menos que 6 horas de música. Foi o meu primeiro contato com o DJM-800 e arrisco dizer que não há mixer que chega aos pés dele. Toquei só com o que tinha de elite: CDJ-1000MK3, SL-DZ1200EBS, EFX-1000.
Foi a primeira vez que eu toquei outros estilos e não apenas trance. E digamos que as músicas q fizeram mais sucesso na praia foram um trip hop ( Right Here, Right Now do Fatboy Slim) e rock alternativo (Voodoo People do Prodigy).
Foi um setlist aos amantes do rock, e não aos amantes do trance. O que teve de vizinho querendo entrar na festa, nem te conto. hahahaha
Comentário(s): Domingo, Junho 10, 2007 Nova namorada?
PS: Passei rapidamente no Rio, e já voltei. Só pra pegar um perfume e uma tela abstrata. Não deu nem pra almoçar.
PS2: Uma photoshopeada pra mostrar a cortina nova e o ambiente novo em meu quarto.
Comentário(s): Quinta-feira, Maio 31, 2007 Posto até o fim de semana sobre trance, miss, Armani. Homem aranha eu posto depois de assistir piratas do Caribe. Lembranças Fictícias de Abóbora em 17:23Comentário(s): Na companhia de amigos
Eu sempre gostei de step e nunca deixei de fazer para ir em outra aula. O nunca virou pretérito perfeito e um estagiário conseguiu a façanha de detonar uma turma.
Step já foi moda e deixou de existir em muitas academias. É triste ver um estagiário detonar o trabalho de vários professores, que chegaram a ter 30 alunos por turma e hoje ter apenas 15.
Eu gosto muito dos amigos, mas ultimamente ando optando por coisas que sempre odiei, inclusive correr. hehehehe
Blocos de coreografia não podem ser parecidos. Se for pra colocar chassé e cha cha em tudo que é bloco, que dê dança de salão, e não step. hehehehe
Em compensação, eu me supero cada vez mais na natação. Os meus tempos estão melhores que de 7 anos atrás. Se eu chegar nos meus tempos de 14 anos, eu pago um rodízio do Fogo de Chão ao meu técnico. hehehe Comentário(s): Figurinha repetida não completa álbum
Depois da pintura, haja pó. Até dentro do armártio tinha pó.
E lá vou limpar perfume frasco por frasco. hehehehe
Comentário(s): Intruso novo
Ele chegou em comecinho de Abril e já apronta pra cima do pastor e do salsicha. Quando saio de carro, tenho que sempre olhar debaixo do carro pra ver se ele está lá ou não. Comentário(s): Pintando o sete
Devido às inúmeras tentativas de busca pelos sítios de procura atrás de algumas tintas que eu usei, lá vou eu auxiliar quem realmente corre atrás de tintas para decorar a casa.
Eu optei por uma cor bem clara, que lembra muito a cor do barbante, e posso falar que tem que prestar muita atenção pra achar o desnível da superfície com a tela e a parede lisa. (a cor escolhida foi a A142 da cartela de cores da Suvinil)
Depois de pronto, só usar giz e rabiscar o que quiser.
A má notícia? Eu não comprei o giz convencional, mas sim o giz líquido, que dá aquele aspecto presente nos menus da Starbucks e bistrôs. Infelizmente, é importado e uma pessoa me trouxe dos Estados Unidos.
Ela tem a capacidade de adquirir um tom na sombra, outra no sol, e outra totalmente diferente com iluminação direta ou indireta. A cor do ambiente muda de acordo com a iluminação. É como se o ambinete nunca fosse o mesmo.
Como se não bastasse, ainda é lavável. Dá pra retirar sujeiras de mão com um pano úmido, sem mudar a cor do local lavado. Se eu gastei 100 reais a mais de diferença para a tinta normal, foi muito. Vale cada centavo gasto.
Para finalizar a dica sobre tintas, achei o lugar mais barato de São Paulo para comprar tintas: Casa São Paulo Tintas. Frete gratuito para a cidade de São Paulo, pagamento parcelado no cartão de crédito sem juro algum, e diferença de 50 reais por lata de 18 L. Vale a pena atravessar a cidade pra comprar lá. Fica na Avenida Cruzeiro do Sul, perto da estação do Metrô Carandiru. No dia que comprei as tintas e lixas, havia uma chuva de carros com placa de Alphaville por lá. Pelo visto, rico tem casa bonitinha porque é tudo muquirana que nem eu. hahahahaha Comentário(s): Quase dois meses após...
Lá venho eu atualizar isso aqui. Desta vez em tijoaladas. Muitas coisas aconteceram e muitas eu simplesmente ignorei que tivessem acontecido.
O tempo passou voando, e a minha falta de computador devido à pintura da casa colaborou para isso também. E a preguiça de postar pelo notebook? hahahaha Comentário(s): Quinta-feira, Abril 19, 2007 Luto
Nessa semana de mortes, o último tópico sobre o tema. Nem queria falar, mas fico inconformado de ter de ouvir isso.
Quais palavras de conforto você arriscaria dizer a alguém que perdeu seu irmão prematuramente?
Uma certa figura soltou essa e ainda se vangloriou de ter dito tais palavras:
- Adriano, eu não quero que você vá lá pra ver o corpo do seu irmão. Quero que você vá pra confortar a sua mãe. Ela é quem importa.
Se fosse comigo, o cara estaria mudo pro resto da vida. Não sabe o que falar, fique calado.
PS: Essas palavras foram ditas depois do fulano ter sumido do mapa e não ter levado o coitado ao aeroporto e perdendo assim o vôo. Isso na minha opinião não foi um erro. Foi um crime. Comentário(s): Nair Belo
Todo mundo pode lembrar dela de um jeito. Mas eu lembro apenas de um: um evento beneficente que ela fez questão de preparar sozinha quilos e quilos de nhoque com as mãos dela.
Se o par que ela fazia com Rogério Cardoso era genial, os dois se reencontram para alegrá-lo.
Engraçado que tenham sido a Lolita Rodrigues e a Hebe as pagadoras da internação, não? Cadê a Rede Globo?
Comentário(s): O que já ouvi sobre a chacina
Comentário(s): Maria Lenke
Eu nunca pensei que fosse participar da mesma competição de Maria Lenke. Simplesmente a primeira competidora olímpica do Brasil.
Uma pessoa humilde, que dava os seus toques e incentivos para amadores como eu.
Um exemplo a se seguir e admirar. Queria muito vê-la no Master de Ribeirão Preto deste ano. Uma pena, o tempo se atrasou.
Comentário(s): Esperança com câncer
A primeira vez que vi Olga, achei um filme interessante para refletir sobre o nazismo, socialismo e Segunda Guerra Mundial. Um filme chocante, que mostraria os rumos certos e incertos da história contemporânea.
Ao assistir novamente pela televisão, eu tive uma certeza: não passaria esse filme aos alunos. Talvez por sentir que a esperança de uma país melhor tenha partido de vez de minha mente.
A impressão ao assistir nessa segunda vez notei que o choque com as situações pouco trouxe para entender os rumos da história ou os motivos implícitos.
Aí começam as grandes perguntas. O autor desse texto é de direita?
Sempre simpatizei com a esquerda, tanto que nasci canhoto. Ao passar do tempo passei a ter minhas crenças e hoje diria que sou anarquista. hehehe
Acredito que socialismo sobreviveria se não houvesse o sistema monetário, base do capitalismo e das classes sociais.
O que mais vejo é que socialismo nos dias de hoje é moda. Virou moda elogiar Che, usar trajes em cores militares, defender os pobres e oprimidos, se vestir que nem pobre e dirigir carro importado do ano.
Digamos que o socialismo tomou dimensões equivalentes ao "corintianismo". Ou pensa igual, ou não é nada. Stalinismo puro, que sempre abominei. Sempre preferi Lenin e Trotski.
Mas a China é socialista...
Pode ser, mas ninguém fala que Mao matou todos os seus colaboradores da revolução camponesa para evitar divergência política.
Sacrifícios são necessários...
Então o problema é outro, pois a palavra mais adequada para isso seria ritual. Rituais satânicos em busca de poder. E isso difere o socialismo do capitalismo? Matam corrompem.
São peões que sonham em ser damas e peças que são sacrificadas para um futuro incerto.
Certeza? Apenas uma: este jogo está longe de acabar. Comentário(s): Terça-feira, Abril 17, 2007 Todo mundo sabe da minha afinidade com o Arnaldo Jabor. Que nem parafina e água. hehehe
Mas hoje eu li algo que achei interessante e quando tiver tempo, postarei a coluna desta terça (17/04) na íntegra aqui.
Comentário(s): Segunda-feira, Abril 16, 2007 Novas propagandas
PS: Que fique registrado que eu ia transformar isso num confessionário, ia reclamar de muitas coisas, mas... "você conhece, você confia"; logo, como todo bom geminiano, desencana. "Toma um Dreher. Desce e reanima". hehehe Comentário(s): Segunda-feira, Abril 02, 2007 Gladiador? Ben Hur? 300?
Tá aí um filme pra deixar Gladiador no chinelo.
Tá aí um filme pra brigar com Ben Hur. Melhor? Duvido, um pouco inferior mas é tão bom quanto.
300 tem uma dose de sangue extra para os rapazes e deixar muito vampiro com sede.
Tem também uma dose extra de drama para as moças.
Tem um senão para os rapazes pq todos lutam praticamente seminus.
Tem uma pitada de ciúme para as damas, já que aparecem beldades nuas em cenas de sexo impróprios para a exibição na televisão aberta.
A atuação do brasileiro é boa, digna de filme de Hollywood. "Nem parece que é brasileiro."
Racionalidade e orgulho andam em sentidos opostos. Corrupção e traição de mãos dadas.
A vida não tem seu devido valor até o momento de perdê-la. Os sentimentos não tem importância alguma até o momento em que "eu te amo" engasgam na garganta e seu ente amado já esta em outra vida.
Expressão antagoniza com arrependimento.
Leônidas com Xerxes.
Os seminus contra os de armadura.
Uma luta sem fim atrás de valores. Sejam emocionais ou de posse.
E no final do filme, apenas uma reflexão na cabeça: bem que poderiam ser 300 minutos.
Comentário(s): Quinta-feira, Março 22, 2007 "Adrian, eu te amo!!!"
Eu achei que esse seria um lixo de filme. Tanto que peguei emprestado e não vi no cinema. Não é que o filme é bom? hahahahaha
Um trecho do filme, que copiei do DVD, em que o Stallone está inacreditável: atuando, e bem. O filme tende mais ao drama, e não à ação. Transcrever o Stallone falando com a boca torta é dose, mas vamos lá.
You won't gonna believe in this, you used to fit right here. I hold you up and say to your mother:
This kid is gonna be the best kid in the world! This kid is gonna be somebody better than anybody I had ever knew.
And you grew up, good and wonderful. It was great to watch you everyday, just like a privilege.
And the time comes for you to be the whole man and take on the world, and you did.
But someone wrote a line and you had changed. You stopped being you. You let people stick a finger on your face and tell you're not good. And when things got hard you start to look for something to blame, like a big shadow.
Let me tell you something you already know: The world ain't all sunshine and rainbows. It's a very mean and nasty place, and I don't care how tough you are. It will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me or nobody is going hit as hard as life. But it ain't about how hard you hit, it's about how hard you can get hit and keep moving forward, how much you can take and keep moving forward. That's how winning is done.
Now, if you know what you're worth, then go out and get what you're worth. But you gotta be willing to take their hit, and not pointing fingers and saying you ain't where you are because of him, of her, of anybody. Cowards do that and that ain't you. You better than that
I will always love you. No matter of what, no matter what happens. You're my son and you're my blood. You're the best thing in my life, but until you start to believe in yourself, you won't have a life.
Don't forget to visit your mother (Adrian). Comentário(s): Segunda-feira, Março 19, 2007 1000
Faltam dois gols. Essa é a marca que Romário quer chegar: o milésimo gol.
O Vasco joga com o Gama e com o Flamengo.
Algo me cheira a Romário fazer o milésimo gol no Flamengo.
Comentário(s): Sexta-feira, Março 09, 2007 Caminhada ao trabalho
Cada um na tua. hehehe
Até as estações se localizam em extremos opostos. Por mais que ame meu time, essa é uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro.Corintiano legítimo jamais teria um carro verde, assim como todo palmeirense jamais teria um carro preto. Rivalidade maior, talvez o Grenal ou o Fla-Flu. Seria irracional demais assumir outras opiniões.
Foto da estação Bresser-Mooca, local de um dos meus bicos.
E no meio do caminho tinha uma pedra.
Ou era uma placa?
Ou um poste? hahahahaha Comentário(s): Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007 Mission Zero
Na nova campanha da Pirelli, Uma Thurman pilota um Lamborghini Gallardo Spyder. Eu vi a convite da Pirelli e creio que daqui a uns dias já esteja na rede para quem quiser ver. Um curta pra passar o tempo e fazer propaganda da marca de pneus. Italianos realmente sabem botar paixão entre quatro rodas.
PS: O Calendário da Pirelli? Ah sim, eu tenho. hehehe
PS2: Que Corinthians era aquele? Nem parecia o time que jogou contra o São Bento. Deu dó. hehehe
PS3: Foto retirada do sítio da Lamborghini. Comentário(s): Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007 Ligamentos
Em uma palestra realizada ontem na escola onde leciono, um docente da USP (Lino de Macedo) tratou de um tema amplo: Construtivismo.
Em vez de ressaltar as virtudes do "ismo" em si, ressaltou o lado mais cômodo e prático da vida.
Pra que fazer um prato de comida se eu posso comprá-lo pronto? Fazer dá trabalho demais, sem falar que tem que aprender como se faz.
Pra que se matar de trabalhar para ter um tocador de MP3, se eu posso roubar?
Pra que vigiar o que os filhos acessam na internet se enquanto estiverem acessando, não ficam me questionando na hora do meu programa favorito?
Para responder essas perguntas, ele trabalhou com o verbo ser. O que é ser?
Para alguns, ser alguém é ter, possuir.
Para outros, ser é criar, construir.
E para pessoas que restaram, ser é expressar, criticar.
É absolutamente normal em nossa sociedade consumista que pessoas usem muletas consumistas para se sentirem seguras neste mundo selvagem. Para outros, o valor do convívio é extremamente importante. Para outros, a importância é dada pelo fato de ser capaz de ser o mais independente possível.
Deste ponto, largo a palestra dele de lado e começo os devaneios insanos, que definirei em valor agregado e verbo de ligação.
Nos anos 90 houve um boom de escolas que estavam mal das pernas, e usaram a palavra construtivismo para ganhar alunos.
O valor dado ao curso administrado pelo colégio é dado pelo "ismo" citado. Bill Gates foi o primeiro que começou atrelando valor agregado aos seus produtos. Hoje, a estratégia de marketing dele está em quase todos os comerciais, como o da Harley Davidson, que não vende motos, mas sim um estilo de vida.
Com tal valor agregado, muitas deturpações surgiram e o nome Construtivismo ficou associado ao famoso PP (pagou, passou). Até o presente ponto, nada assustador numa sociedade consumista.
É mais fácil entrar na internet e ler textos sobre os assuntos preferidos ou assistir a uma aula de movimento harmônico simples?
Se os pais pagam boas escolas, a sabedoria é um produto comprado ao filho?
Quer dizer que Construtivismo é tudo e escola tradicional não ensina?
Deixarei as perguntas em aberto para devanear sobre outro tópico que deixei aberto.
Para ser alguém, é necessário ter, possuir, criar, construir, saber, expressar, criticar; vemos casos de verbos transitivos. Ninguém tem por ter, tem algo por algum motivo. Cria-se algo para algum fim. Expressão de opiniões para alguém. Ninguém age de forma intransitiva, pois o tempo não pára e o contato com outras pessoas é contínuo e frenético.
E onde entra o professor e a educação nisso tudo?
Usarei os verbos de ligação para explicar.
Verbo de ligação é aquele que indica a existência de uma qualidade do sujeito, sem que ele pratique uma ação. No raciocínio, os verbos ser, estar, ficar, continuar, parecer e permanecer serão envolvidos.
Não é um professor que decide como o aluno se expressa ou o que ele deve ter. Isso é função dos pais, pois é a parte que se define como valores culturais e valores familiares. O professor, assim como os pais e outros meios de comunicação interferem no construir e criar.
A mensagem roubada no sítio da escola exemplifica o ramo de atuação dos professores: "Nela, o aluno aprende a enfrentar os desafios que a vida e os novos tempos irão propor. Desenvolve, harmoniosamente, suas potencialidades intelectuais, físicas e emocionais."
Se o aluno está com o senso crítico apurado, ele será capaz de discernir as deturpações possíveis em uma reportagem jornalística ou nas opiniões tendenciosas de certas teorias.
Se o aluno é criativo, ele saberá como aproveitar da melhor forma o movimento harmônico simples.
Se os pais continuarem acomodados, achando que a educação é um meio de consumo, o aluno permanecerá com as fobias, dependendo dos pais para enfrentar os novos desafios da vida.
Se o aluno fica preparado no fim do curso, ele enfrentará sem medo algum o mundo que está por vir de forma independente.
O aluno parece aprender mais pelo Construtivismo em vez do método tradicional? Pura balela. O ensino tradicional não difere muito do Construtivismo e explora tanto o conhecimento prévio quanto o "ismo" mencionado.
Todo mundo é capaz, e quando se há harmonia entre os dois lados da corda, não há como esta se arrebentar.
Comentário(s): Terça-feira, Fevereiro 06, 2007 Propagandas enganosas
O que seria dessa vida sem mulheres?
E o que seriam as mulheres feias sem os embelezadores (cerveja, cachaça e semelhantes)?
So, what's on your mind? hehehe
Communion day
Uma propaganda pra lá de criativa para o Nintendo DS. Meninos nunca foram santos. hehehe Comentário(s): Domingo, Janeiro 28, 2007 Trair ou ser traído, eis o tesão
Faz algum tempo que o prefeito de São Paulo decretou uma lei contra a poluição visual. Na tal atitude, muitos outdoors foram retirados, e com isso, divulgações de produtos não seriam veiculadas.
Há quem diga que seria lei anti-publicidade, mas surgiu uma nova possibilidade: lei pró-infidelidade.
Não se trata de um teste de visão, logo transcreverei o que está escrito ipsis literis:
Imaginem quantas traições ficarão impunes com essa lei. hehehehe
Toda vez que eu tenho preguiça de ir à academia, eu olho essa imagem, que me incentiva a puxar ferro ou encarar a esteira, que eu odeio.
Ju faz tudo e o marido não, ela pode muito bem trai-lo, já que ele não dá conta do gás dela. Nada mais digno e justo. hehehe
Aproveitando a deixa para dizer que meus músculos voltaram ao normal, sem dores e o treino passou a ser diversão em vez de dores. Vira e volta aparecem umas imagens divinas, que me desconcentram do treino, mas tudo bem.
Como diria um conhecido de treino, o "Perigoso", é tempo pra recompor o fôlego para pegar pesado logo após. hahahahaha
A corrida contra a balança continua, e já foram quatro quilos em três semanas de treino, com direito a sorvete de sobremesa e picanha de vez em sempre. (depois dessa, alguém vai me socar. hahahahahaha)
Comentário(s): Segunda-feira, Janeiro 22, 2007 Pintando o sete
Faz um tempo que minha casa precisa de uma retocada nas paredes. E foi nesse ano que decidi repintar a casa toda.
Não cai nada bem ter um reestudo de Abaporu, da Tarsila do Amaral, numa parede toda suja e com a tinta desbotada.
Passeando por lojas de tintas, descobri algo que promete detonar o mercado de murais.
Como se pode notar na foto acima, a delimitação do mural não é mais a tela magnética, pois esta está camuflada atrás da tinta convencional. A tinta vem com material metálico, que atrai os ímãs e permite que se pinte a cor que deseja em cima dela.
Eu achava que não tinha mais nada a inventar no mercado de tintas, e a cada dia que se passa, fico mais impressionado.
Uma outra tinta que me chama atenção é a chamada tinta-lousa.
A tinta pintada dá um aspecto de lousa, e aceita até o giz convencional. Todavia, lembro de ter visto nos Estados Unidos da América um lápis especial pra essa parede, que não sai com água. Existe um apagador específico pra essa parede também, assim como outras cores de fundo e de lápis.
Pretendo deixar em uma parede para de tempos em tempos treinar a caligrafia e deixar pequenos versos.
PS2: Foto da tinta lousa tirada do sítio da revista Viver Bem. Comentário(s): Quinta-feira, Janeiro 18, 2007 Fora de forma
Alguém lembra das dores que passaram? E das que ainda permanecem? E as que ainda estão por vir?
Ano passado não foi nem um pouco fácil para mim. Foi um ano que eu batalhei atrás de dinheiro pra poder conseguir um carro para manter a firma do meu pai aberta, e voltei a fazer o que eu prometi a mim mesmo não fazer, e abrir mão de muitas vaidades.
Não reclamo de ter voltado a ser dj, de ter saído do país, ter feito desde recepcionista, professor de aula particular, babá de cachorro e ainda ser intérprete e tradutor.
Muitas dores vieram de eu ir contra o que eu planejava, e muitas dificuldades apareceram ao longo do caminho, e convenhamos, que era muito mais fácil eu ficar na mesmice com apenas algumas aulas semanais.
Abri mão da academia, de amizades de longa data, de não me sujeitar às desmerecimentos profissionais e ainda lutar por alguns míseros trocados visando ajudar meus pais a sobreviverem.
Incrivelmente foi um ano que mulher não foi tão importante na minha vida. E foi a partir desta ausência que eu senti algo inesperado e que reforçou muito a minha teoria sobre o amor: amar é um verbo intransitivo.
Depois dos 17 anos, eu nunca amei ninguém a ponto de dizer eu te amo. Eu dizia para fazer média, compactuar um sentimento a ponto de manipular a pessoa perto, mas nunca a ponto de achar a presença vital. Por isso sempre foi mais fácil eu terminar em vez de terminarem comigo. Causei dores e não nego. Gerei muita raiva alheia e asco concomitantemente, mas não me arrependo.
E foi nessa volta à academia que me trouxe o melhor exemplo do amor: sentimentos enraizados e fora de forma machucam mais quando voltam.
Quem já treinou a parte de musculação sabe muito bem ao que refiro. É uma maravilha ficar com o corpo todo torneado, poucas gordurinhas saltando no espelho, e trilhões de olhares e suspiros marcados pelos passos dados. Músculo é ingrato; ficar alguns dias sem treinar basta para que recompense essa ausência de treinamento com dores pós-treino. Quem nunca viu um freqüentador de academia morrendo de dores após um treino de musculação dois a três dias após? (o que as dores musculares não fazem a gente divagar. hahahaha)
Amar é um sentimento que pode ter ficado no passado, e quando volta a bater em nossos corpos vem de uma forma eufórica, contagiante, inebriante, e regado a muitas qualidades. Muitas vezes trazem sintomas físicos como taquicardia, frio na barriga, sudorese, entre outros. Quando ela esfria, aí sente-se o quanto estava fora de forma, dores estourando pelo corpo todo, imobilizando cada membro, latejando a cada tentativa de movimento.
O arrependimento traz imediatamente a ira, que explode de forma violenta e muitas vezes tornam as atitudes totalmente irracionais. Se em vez de reagir contra o amor, continuasse a praticá-lo, as dores por estar fora de forma dificilmente voltariam. E a cada incentivo e desafio ao amor, o seu aprimoramento é cada vez mais pontual, delineando e torneando a ponto de suspirar por cada pulsação dada.
Quando Fräulein rejeitou Carlos, ela não pediu para que deixasse de amar, mas sim que mantivesse o amor vivo e que o praticasse sempre. Quando o sentimento se arraigar em pessoas fixas, ela vicia, não aprimorando o desenvolvimento, impossibilitando melhorias nos rendimentos sentimentais.
Por isso, amar pode ser a chave para todas as soluções, como para todos os problemas. Todos têm essa chave e está nas mãos de cada um a forma em que se pretende usá-la. Se não ama há tempos, tente voltar. E quando voltar, não pare, mantenha vivo e condicionado para poder usufruir cada momento.
PS: Cris, no momento eu ainda não tenho forças pra te matar, mas deixa-me voltar a ficar em forma. Se queria judiar de algum aluno como nunca fizestes, realizou a façanha perfeitamente. Sem bíceps, peitoral e deltóides posteriores. hehehe
PS2: Não incentivo a promiscuidade, nem a traição. Para amar, não é necessário contato físico ou sexual. Ou será que estou errado? hahahaha
PS3: Letra de Ian van Dahl - Movin' on. Hit das casas noturnas de 2006 dessa loira belga e deliciosa que não é cerveja. hehehehe A música hit de 2007 dela no Brasil é Just a Girl, que foi no Summer Trance Festival 2006.
PS4: Isso daria outro post. Indescritível rever os amigos e professores do Anália, Kansas e do Morumbi. Só de revê-los, já perdi 3 quilos dos 8. hahahahaha Comentário(s): Terça-feira, Janeiro 02, 2007 Flós e contras
Imaginar que tudo começou com uma mera curiosidade. Uma mera fantasia por mechas ruivas. De dimensões descontroladas, dando nos acessos viciantes de hoje.
O ponto inicial de tudo isso foi uma página de uma pessoa famosa hoje: Mari Moon.
Seu ar de faz de conta com as mechas de cabelos vermelhos me fez clicar por um bom tempo suas fotos. E como Alice no País das Maravilhas nunca foi a minha personagem favorita, e sim Jasmine, do Alladin, eu a traí com outro link favorito dela.
Depois que parei de acessá-la, veio Fabi Toledo. Ela era conhecida no mundo virtual como Elle Woods. Não tenho a mínima idéia de como ela saiu do ar, mas creio que a net tenha trazido incômodos a ela.
Outra que conheci por tabela da Fabi Toledo foi a Letícia Flores, que vira e volta, como toda aquariana, retira todas as fotos do ar, e muda o site do fló. Ela é linda também, mas haviam outros motivos pelo qual eu acessava: palavras. Ela tem um domínio peculiar das palavras, o que provia um prazer sem fronteiras ao ler os textos reflexivos dela.
Ligia Cesário de Moraes foi uma moça que eu usei uma foto dela para um de meus textos. Na época eu escrevia muitíssimo bem. E a foto dela era a cara do meu texto. Creio que o texto permanece, mas a foto eu apaguei devido ao limite de 10 MB estipulados pelo domínio deste bló.
A foto é da Ligia, mas do seu ambiente de trabalho. hehehe
O mundo não é um ovo, mas sim aquele pedaço de ar presente dentro dele. Priscila Jammal foi uma pessoa que eu vi no Canal Futura. Ela estava sendo repórter de um programa e eu tava com o MP3, correndo num transport. Parei para admirar uma loira de parar o trânsito e que por acaso acompanho seus trabalhos aqui e acolá e toço para que consiga tudo o que almeja. Se eu tivesse metade da perseverança dela, hoje eu já seria biliónário.
Para quem é apaixonado por pés... a foto preferida que eu vi dela.
As duas Anas a seguir, eu não me lembro de onde vieram, mas lembro muito bem como me hipnotizaram.
Ana Shaw é uma moça linda linda linda, até quando usa óculos de grau. Sabe provocar quando quer, e deixa os homens aos pés dela quando quer. Basta espiar uma foto dela numa festa a fantasia ou uma quando ela fez um book, na fase loira de sua vida.
Alô? Tudo bem? Faz tempo que não conversamos...
Ana Carolina Tramontini não precisa de palavras. Um suspiro por foto publicada. Jeito de menina, sedução de mulher grande.
Olha só a carinha de anjo.
E para completar os 7, deste número mágico deste ano, uma modelo linda de dar inveja. Josiane Girardelo. Eu gosto do ar descontraído dela, e do jeito que encara a vida. Tá aí um dos poucos flós que não carregam no Photoshop. Também, quem disse que ela precisa desse recurso pra ficar linda?
Tubo bem, escolhi uma editada. Mas quem se importa?
Existem mulheres que nasceram pra ficar buzinando em nossas orelhas, cobrando coisas supérfluas o tempo todo, e outras que unca dizem nada, nunca cobram, e vêm por meio de fotos melhorar o dia que foi exaustivo. Agradeço aos seus pais por vos tornarem tão lindas e inspiradoras.
Comentário(s): Quarta-feira, Dezembro 27, 2006 Rouba-presentes
Quem nunca participou de um rouba-presentes em fim de ano? Esse ano eu roubei uma camisinha, uma garrafa de vinho e um filme que é simplesmente adorável: Procura-se um amor que goste de cachorros.
Poderia citar mais de 10 falas do filme, mas aconselho apenas a assistir com a pessoa que crê que tem grandes chances de se casar.
Diane Lane está linda de morrer.
John Cusack fica o máximo em papel de corno. hahahahaha (vide Alta Fidelidade)
É surpreendente ver atuação de pessoas altamente gabaritadas. Vi dois filmes com atuações de Christopher Plummer. No primeiro (O plano perfeito), sente-se asco do personagem, e no segundo (Procura-se um amor que goste de cachorros), uma afeição total.
Como acredito que não volte a ligar o computador ainda neste fim de ano para postar novamente, desejo aos leitores deste singelo bló que tenham boas festas e um 2007 tão promissor quanto o meu. Camburi, lá vou eu. hehehe
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